sábado, 28 de fevereiro de 2009

UMA DECADA DE ESQUECIMENTO?

Centro histórico precisa de 438 milhões de euros

Texto deMartine Rainho

Duzentos dos 488 edifícios existentes no núcleo do centro histórico de Leiria precisam de vários tipos de intervenção. Foram identificados 98 em estado muito degradado, sendo que 20 estarão em ruínas. Daqueles 98, 44 estão ocupados e 54 devolutos.Para reabilitar todo este núcleo, seriam necessários cerca de 438 milhões de euros. Esta é pelo menos a estimativa avançada pelo Estudo de Enquadramento Estratégico para aquela zona e que foi apresentado terça-feira ao executivo da Câmara de Leiria pela responsável da Divisão de Habitação e Reabilitação Urbana para o Centro Histórico.Sendo que o grosso do edificado pertence a particulares, Vitória Mendes calcula que as intervenções no espaço público representam cerca de nove por cento do financiamento necessário, isto é qualquer coisa como 39 milhões de euros. Se forem excluídas as acções respeitantes ao edificado, calcula em 71 milhões de euros o montante total necessário para requalificar o centro histórico.O estudo definiu entretanto dois cenários para poder intervir, um avaliado em 19 milhões de euros, e outro em 10,6 milhões. Foi este último, explicou Vitória Mendes, objecto de candidatura no âmbito do programa Parcerias para a Regeneração Urbana, tendo a Câmara de Leiria assegurado uma comparticipação de 6,7 milhões do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional para um investimento elegível de 9,6 milhões.Sociedade de Reabilitação Urbana em estudo. Entretanto, o estudo sugere a criação de uma Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), “uma estrutura mais ágil que permite intervenções mais rápidas”, acrescentou Vitória Mendes.Isabel Damasceno, presidente da Câmara de Leiria, admitiu encarar essa hipótese, lembrando contudo estar prevista a reformulação da legislação em vigor. “Chegou-se à conclusão que havia alguma desadaptação face à realidade”, acrescentou, propondo aguardar a publicação das alterações antes de equacionar a eventual criação de uma SRU. “Caso se chegue a conclusão que é necessária, deverá entrar em funcionamento de imediato”, considerou, sublinhando a complexidade das intervenções no centro histórico, tanto a nível arqueológico como do estaleiro de obras.

Noticia do jornal - Regiao de Leiria.

Infelizmente começam as noticias a serem muitas e pelos piores motivos. Somente o Poder Autarquico não teve a visão de prever e anular este triste espectaculo de degradaçao.
Enfim, é o pior que temos

MAIS UM ?



Foto-denúncia
“Na Rua dos Poços, nas traseiras da Rua José Estevão, no centro histórico de Leiria, o muro que suporta um pequeno quintal de um quarteirão em ruínas, pode cair sobre os muitos peões que utilizam aquela via! Como se vê na foto, tem uma fenda em toda a altura e a sua derrocada pode atingir os peões que constantemente utilizam aquela via!”, alerta o munícipe Edgar Carvalho.

MAIS UM EDIFICIO

Mais um edifício em risco de ruína

Os proprietários de um edifício degradado, situado na Rua do Comércio, no centro histórico de Leiria, vão ser notificados pela Câmara de Leiria para procederem à demolição, no prazo de dez dias, dos pisos superiores devido ao risco de queda. Segundo explicou Isabel Gonçalves, vereadora das Operações Urbanísticas, terça-feira, na reunião de Câmara, uma vistoria confirmou o avançado estado de degradação do imóvel bem como o perigo de queda de parte dos elementos. Os proprietários terão ainda de proceder à contenção das paredes sobrantes. Trabalho que “terá de ser muito bem feito, com pinças”, sublinhou a autarca.Isabel Gonçalves adiantou ao REGIÃO DE LEIRIA que uma eventual solução para a recuperação do edifício se tem arrastado devido à presença de um inquilino, e que os proprietários já manifestaram interesse em apresentar um projecto de reabilitação.

UMA VONTADE, UMA CERTEZA, UMA VITORIA.

Tem a palavra

27-02-2009

Luís Ferreira, comerciante

“Fazer com que as pessoas voltem”

Para captar clientes, lojistas querem associar comércio, restauração e lazer a uma imagem única.

1 - Quais as vantagens de criar uma marca para o centro histórico?

- Por um lado dar uma mais-valia ao centro histórico, fazer com que as pessoas voltem. Em termos de imagem, é uma forma de todo o público associar o comércio ao centro histórico. E depois começarmos a criar a parte lúdica, com exposições e workshops, tudo isto para que haja uma ligação entre o comércio, a restauração e o centro histórico. É uma grande ajuda para definirmos a ideia de centro comercial a céu aberto. Criar uma marca que caracterize o centro histórico e associar essa marca a todos os comerciantes que queiram aderir e a partir daí fazer toda a publicidade.

2 - Quem financia?

- Temos um parceiro de excelência, que é a Agência [UAC], que vai suportar toda essa parte de custos.

3 - Os comerciantes estão unidos?

- Ainda não estão unidos porque ao longo desta década ouviram falar de muitos projectos e ideias e deixaram de acreditar, sentem-se enganados, abandonados e não acreditam nas instituições. O trabalho mais difícil neste momento é fazer com que as pessoas acreditem neste projecto. A única forma de combater esta inércia é apresentar trabalho.4 - É benéfico para o núcleo histórico se o centro comercial previsto para a zona entre o Maringá e o Estádio Municipal não for construído?É muito, muito positivo. Um centro comercial dessas dimensões iria retirar muito potencial cliente. Quem vai ao shopping vai a uma determinada loja, fica no shopping, não volta depois ao centro histórico

CENTRO HISTORICO VAI TER MARCA

Os centros históricos de Leiria, Batalha e Porto de Mós vão passar a ser identificados através de uma marca, naquele que é o primeiro passo para a concretização do conceito de centro comercial a céu aberto.A expressão “No centro de...”, junto com um logotipo, são os elementos centrais desta nova imagem, que pretende reforçar a capacidade de atracção de clientes. Já avalizado pelas câmaras municipais, o projecto deverá ser apresentado publicamente em Março e prevê financiamento comunitário através do QREN.Segundo Paulo Sobreira, responsável pela UAC - Agência de Promoção e Desenvolvimento dos Centros Urbanos de Leiria, Batalha e Porto de Mós, um dos objectivos principais desta ideia é facilitar “a cooperação entre todos os comerciantes” na definição de “estratégias comuns”.No raio de acção da UAC estão identificados cerca de 300 estabelecimentos comerciais. O projecto tem o apoio de um conjunto de comerciantes, que, em sintonia com a UAC, criaram no centro histórico de Leiria novos horários, recuperaram fachadas e promoveram diversos eventos temáticos desde o Verão passado.
Os centros históricos de Leiria, Batalha e Porto de Mós vão passar a ser identificados através de uma marca, naquele que é o primeiro passo para a concretização do conceito de centro comercial a céu aberto.A expressão “No centro de...”, junto com um logotipo, são os elementos centrais desta nova imagem, que pretende reforçar a capacidade de atracção de clientes. Já avalizado pelas câmaras municipais, o projecto deverá ser apresentado publicamente em Março e prevê financiamento comunitário através do QREN.Segundo Paulo Sobreira, responsável pela UAC - Agência de Promoção e Desenvolvimento dos Centros Urbanos de Leiria, Batalha e Porto de Mós, um dos objectivos principais desta ideia é facilitar “a cooperação entre todos os comerciantes” na definição de “estratégias comuns”.No raio de acção da UAC estão identificados cerca de 300 estabelecimentos comerciais. O projecto tem o apoio de um conjunto de comerciantes, que, em sintonia com a UAC, criaram no centro histórico de Leiria novos horários, recuperaram fachadas e promoveram diversos eventos temáticos desde o Verão passado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Bairro Alto Lisboa

Novo equilíbrio é necessário para o futuro do único bairro cultural de Lisboa. O episódio do encerramento dos bares às 2 da manhã apenas veio explicitar isso.

Não é novo. Já ouvimos desabafos destes ao longo dos anos ("o Bairro Alto já não é o que era", "está cada vez mais degradado", "as ruas estão uma miséria", "gente a mais"), mas no último ano as visões sombrias aumentaram. Ele é o ruído, bares em excesso, toxicodependência nas ruas ou conflitos de interesses entre os diversos actores. O equilíbrio parece em risco e a mais recente medida dos poderes públicos de encerrar os bares às duas da madrugada é apenas mais um capítulo desse debate. O Bairro Alto é importante. O "boom" dos anos 80, que o afirmou como lugar de boémia e cultura, foi determinante em termos simbólicos, mas muito antes já era lugar de encontro, de tertúlia e de animação cultural. Hoje é área residencial. É zona de comércio, animação nocturna e de restauração que não só tem resistido, nas últimas décadas, ao irromper de outros pólos (Avenida 24 de Julho, Docas, Expo) como nos últimos anos - principalmente depois da abertura do metro no Chiado - tem atraído mais gente. É em termos culturais uma das áreas mais activas e atractivas da cidade, o que pode ser constatado pela quantidade e qualidade de agentes e actividades que aí se concentram e se relacionam. É dessa conjugação de actuações, e da forma como se relacionam entre si, que depende o equilíbrio da zona. Uma harmonia que aqueles que viveram os anos 80 dizem já não existir. O "meu" Bairro "O 'meu' Bairro morreu", afirma Manuel Alvarez, arquitecto, 45 anos. "Hoje vou lá, vejo toda a gente na rua, de copo na mão e não sinto vontade de partilhar. Antes jantava-se, conversava-se, dançava-se. O Bairro Alto está moribundo. Está a morrer aos poucos." "Aborreço-me", afirma o cineasta Jorge Cramez que viveu intensamente a década de 90 [ver texto sobre o bar Captain Kirk] "Posso pensar nisso dessa forma, mas não me parece que tenha a ver com a idade. Sinto é que antes havia um ritual no sair que se perdeu." Ambos, no entanto, diferenciam a vertente diurna e nocturna, a vocação cultural da actividade noctívaga. Tal como DJ Rui Murka, 36 anos. "Hoje a minha relação com o Bairro é diurna, para comer, cortar o cabelo, fazer compras na Rua do Norte, comprar discos ou, à noite, ver concertos, exposições ou encontrar-me com alguém." Mas esta visão está longe de ser partilhada por gerações mais novas. Com maior incidência às sextas e sábados, chegam em grupos, normalmente encontram-se na Praça Camões a partir das 22h. Pouco tempo depois enchem as ruas, o estacionamento torna-se impossível, a circulação pedonal complicada e, muitas vezes, os parapeitos das janelas servem para deixar copos vazios. "Quando tinha 15 anos ia para o Loft, em Santos, ou para o Paradise Garage, em Alcântara, porque os meus pais não gostavam que fosse para o Bairro", conta Ana Prazeres, estudante, 19 anos. "Mas há dois anos comecei a vir para aqui e gosto muito". Foi no Bairro que começou a contactar com "gente das mais diversas 'tribos'." O companheiro, Pedro Freire, 20 anos, reforça: "Isto é único, não existe nada assim no país, onde se possa vir beber um copo, ver um concerto na ZDB ou conviver nas ruas com pessoas que não se encontram em mais nenhum local." O valor icónico de lugares que marcaram as décadas de 80 e 90, como o Frágil, Três Pastorinhos ou Captain Kirk perdeu-se. Claro que continuam a existir espaços que se diferenciam (bares como Maria Caxuxa, Clube da Esquina, Mexe Café ou Purex, bares dançantes como o Frágil ou o Bedroom, livrarias como a Ler Devagar ou a Galeria ZDB), mas é na rua que tudo acontece. Apesar das tentativas de controlo, os bares multiplicaram-se. O investigador Pedro Costa, que estudou o bairro [ver texto nestas páginas], diz que os poderes públicos foram sensíveis à questão. "O problema é que isso não inviabilizou nada, simplesmente inflacionou os preços, fez com que os trespasses se fossem multiplicando e criaram-se subterfúgios, como os bares de apoio." Um dono de um bar, que prefere manter o anonimato, refere que esse é o problema do território neste momento. "É injusto olhar para todos os espaços nocturnos de forma nivelada. Alguns geram interesse cultural, porque fazem participar as pessoas numa dinâmica criativa e estimulam, enquanto outros são pequenos sítios que se limitam a vender copos para a rua. Como é possível que sejam tratados de forma uniforme?" Os conflitos no bairro, resultantes da exploração dos recursos e nas formas de os regular, não são novos. As tensões são múltiplas, seja entre residentes e frequentadores, entre moradores tradicionais e novos residentes, entre comércio tradicional e novas actividades, entre utilizadores diurnos e nocturnos ou entre agentes culturais e reguladores públicos das suas actividades. Até agora, a intervenção externa não tem sido muito necessária. Tem havido uma espécie de auto-regulação que emerge do próprio sistema do bairro, resultante de uma multiplicidade de mecanismos. Mas os perigos decorrentes do excesso - de bares e de pessoas, com o que isso acarreta de descontrole à volta - podem levar ao colapso desse processo. O conflito à volta dos horários de encerramento apenas explicitou essa ideia. A intervenção pública poderá não fazer sentido em muitas questões, mas no caso da limitação do ruído, é defensável que aconteça, dizem os moradores. Para reduzir o barulho, a Câmara Municipal de Lisboa implementou, em Outubro, o encerramento dos bares às duas da manhã. Belino Costa da Associação de Comerciantes do Bairro Alto diz que existe uma "enorme insatisfação", já que é uma medida de excepção que "impede a concorrência em igualdade de circunstâncias com outras zonas da cidade." "Não duvido das boas intenções de quem tomou essas medidas", diz Mário Augusto, designer, de 29 anos, que vive na zona, "o problema são os efeitos colaterais. Agora toda a gente sai dos bares em massa à mesma hora, ficando a marinar por aí, criando focos de tensão. É como a história dos 'graffiti'. Toda a gente sabe que as zonas onde são proibidos são as preferidas de quem os faz. Ou seja, ao querer reprimir-se, está-se a convidar." A questão dos horários é apenas uma, entre outras, reveladora de conflitos de interesses, num momento em que a área vive momentos de transformação. O receio da especulação imobiliária - intensificado desde que se soube da reconversão, em condomínio privado, do Convento dos Inglesinhos - ou o temor que a zona se torne demasiado turística, são outros temas que provocam debate aceso. Mas, apesar do equilíbrio precário e da insatisfação de muitos actores envolvidos na dinâmica de um bairro cultural com as características do Bairro Alto, nada de essencial ainda se perdeu. Ao longo da história a zona tem conseguido manter o seu dinamismo e apresentado uma grande capacidade de regeneração. Hoje continua a manter públicos, renovando-os, e conserva o ambiente - apesar de se poder dizer que está mais degradado - que lhe deu reputação, ao mesmo tempo que manteve as redes e formas específicas de interacção com outras actividades que lhe permitiram afirmar-se. Nas cidades estáveis, maduras e dinâmicas, com suficiente massa crítica, existe grande capacidade de renovação. Há aptidão para alimentar, periodicamente, novos ambientes criativos. Nos últimos anos, o prolongamento do Bairro Alto tem sido encetado na direcção do bairro da Bica, Cais do Sodré, Cais da Pedra (Lux) ou Santos. Mas até pode acontecer que surja um novo eixo cultural e boémio noutra zona da cidade. "Lisboa tem dimensão para ter outros bairros culturais", defende Pedro Costa, "mas necessitariam de uma actuação pública mais vincada do que acontece no Bairro Alto, seja no sentido de facilitar a apropriação do espaço pelas actividades culturais, seja de disciplinar as operações urbanísticas que lá acontecem." Quem sabe se qualquer coisa capaz de gerar uma dinâmica semelhante à do Bairro Alto não poderá nascer na Baixa, em Braço de Prata (Cabo Ruivo), onde a reutilização de espaços inexplorados é possível, na Almirante Reis, onde as rendas ainda são baratas, ou na zona industrial de Alcântara? O Bairro Alto, algo congestionado, até era capaz de agradecer. "

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DIA DOS NAMORADOS - MIYUKI Concept Store

Receber um gesto de amor e como bonus ter a simpatia da Miyuki, que ofereçe um jantar no Cardamomo, para comemorar esse amor, só podiarias ter este carinho no CHLeiria.

Visita a Miyuki - Rua Direita 20 - Leiria.




A IMAGEM DO INICIO, QUE SE TORNARÁ FUTURO.





Novas derrocadas preocupam moradores do Centro Histórico O risco de queda do edifício da antiga tipografia, na rua Mestre de Aviz, mesmo no coração de Leiria, estava previsto. Fechada há dois anos, a rua, habitualmente, ponto de passagem de muitas pessoas ficou, de repente, vazia. "Ia ficando louca". Foi desta maneira que Maria Lontro, proprietária de um pequeno estabelecimento de restauração, descreveu, ao nosso jornal, a sua reacção ao encerramento do trânsito pedonal naquela rua. Aquando do encerramento da rua, aquela comerciante pediu que fosse feito um túnel "como no início da rua Direita", que possibilitaria a passagem de peões, ao mesmo tempo que os protegia de uma eventual queda de telhas."Foi preciso aquilo cair para alguém fazer alguma coisa", acrescentou, referindo que "problemas semelhantes" ameaçam outros prédios junto à Sé e em transversais da rua Direita. "Os prédios já por si são antigos e a humidade infiltrou-se nas estruturas, que, naturalmente apodrecem", concluiu Maria Lontro. Também o medo que "alguma coisa me caia em cima" e de ser assaltada são os principais receios de Gracinda Faustino, dona de um pequeno pronto--a-vestir na rua Rodrigues Cordeiro, perpendicular à rua Barão de Viamonte. Contudo, a principal queixa desta proprietária é a "falta de pessoas na rua".Desertificação é o maior problemaO corte da circulação automóvel foi apontado por muitos como a principal razão para a desertificação do centro histórico de Leiria.A circulação automóvel levava a que mais pessoas se deslocassem às ruelas e aí fizessem as suas compras. Uma situação que se alterou por completo quando o trânsito foi cortado. "Já disse várias vezes que esta é uma política contrária ao desenvolvimento da cidade", disse Fernanda Sobreira, moradora do Centro Histórico e membro da Junta de Freguesia de Leiria. Luísa Silva e Clara Silva, ambas moradoras e comerciantes na rua Direita, recordaram tempos em que "havia de tudo" na zona histórica, que agora está votada ao abandono. "O trânsito é que traz movimento. Agora não se vê vivalma", corroborou Clara Silva, vizinha da primeira. Câmara de Leiria assinalou edifícios em riscoA Câmara Municipal de Leiria (CML) tem identificados os principais prédios em risco de derrocada. Segundo dados fornecidos pela autarquia e constantes no Estudo do Enquadramento Estratégico da Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbana da cidade de Leiria, desenvolvido pelo Parque Expo, existem 200 edifícios no centro histórico a necessitar de obras, dos quais 98 estão degradados e 20 em ruína. Entre 2005 e 2008, concluiu obras de requalificação em oito edifícios e estão em execução mais dez obras. Até ao momento, a autarquia tem mais oito projectos aprovados, dez em fase de apreciação e sete em fase de elaboração. Relativamente à avaliação de risco de outros edifícios em condições semelhantes, a CML informou que "os serviços competentes da autarquia estão a proceder à marcação de vistorias, bem como a elaborar estudos de contenção dos edifícios, em colaboração com os proprietários". Financiamento asseguradoSegundo conclusões do estudo desenvolvido pela Parque Expo, são necessários 438 milhões de euros para requalificar todo o Centro Histórico de Leiria. O estudo, apresentado a 20 de Janeiro, durante uma reunião de câmara, mostra o cenário de recuperação do centro. De grosso modo, o investimento público é de nove por cento, correspondendo a 39 milhões de euros. Contudo, para a intervenção na 'zona crítica' - compreendida entre a parte altaneira da cidade e a zona comercial - são necessários 9,6 milhões de euros, sendo que a Câmara Municipal de Leiria já tem assegurado um financiamento de 6,7 milhões.A verba surge através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Nessa altura, Isabel Damasceno, presidente da autarquia, considerou que a intervenção no Centro Histórico "é, efectivamente, um problema".


Cristina Duarte - Noticia do Diario Leiria - 11.02.09
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O que começámos a fazer, e que infelizmente fomos fortemente criticados quer pelos comerciantes, quer pelo poder politico, afinal era o caminho certo. Mais do que, ter a certeza do caminho correcto a percorrer, infelizmente estava com a visão correcta, do que se iria passar. Prefiro ser arrogante e justo na visão e na defesa dos interesses da minha cidade, do que ser cobarde, ao ponto de me esconder e criticar. Agora pergunto eu, onde andam os Doutores e Empresarios de Renome que se julgavam fortes e importantes no Centro Historico de Leiria ? provavelmente escondidos dentro de algumas ruinas do Centro historico ou então a planear a sua recuperaçao com traços de linha preta de ventos de mal dizer.
NUNCA A COBARDIA FOI AMIGA DA RAZÃO.
È caso para gritar : Deêm a cara e o corpo ao manifesto agora..., o Centro Historico Leiria agradece.
CENTRO HISTORICO LEIRIA

UM COMERCIANTE UNIDO SERIA MAIS FRACO ?

Comerciantes enfrentam crise à espera de melhores dias Os tempos de aperto financeiro não dão tréguas. A duas semanas do fim da denominada época de saldos, as montras das lojas continuam a ostentar grandes anúncios de redução de preços, mas nem mesmo assim as vendas aumentam.No Centro Comercial Maringá, os lojistas falam da pouca afluência de movimento e queixam-se da falta de regulamentação das épocas de saldos. As promoções fora de horas influenciam uma época, que em anos anteriores, era comercialmente forte. A loja de vestuário 'Rebecca', no primeiro andar daquele centro comercial, tem as portas abertas há 12 anos e Idalina Ribeiro, a proprietária, mostra-se confiante no futuro. "Fala-se muito na crise e as pessoas sentem medo, mesmo aquelas que têm algum poder de compra, mas quem passar este ano tem boas perspectivas. Creio que 2010 será muito melhor", disse. Apesar de esperançada, Idalina Ribeiro sente que o negócio está numa fase descendente. O segredo para ultrapassar o mau momento está na relação que insiste em manter com os clientes, de forma a fidelizá-los e na gestão das compras. "Os clientes gostam de ser estimados e procuro ter coisas que sei que os meus clientes precisam e procuram", explicou. No rés-do-chão, encontra-se a loja 'La Femme'. Lina Inácio, funcionária do estabelecimento, é peremptória em afirmar que o negócio "está péssimo". "Estamos em final de saldos. Quem tinha de comprar alguma coisa já comprou e agora só contamos com as compras por impulso ou com aquelas muito específicas", acrescentou aquela responsável. No Centro Histórico, o panorama comercial não está melhor. O chamado comércio tradicional continua a passar por dificuldades e Leiria é descrita como uma "cidade vazia". António Fernandes, proprietário da 'Casa Iglesias', é o primeiro a afirmar que o negócio "anda muito mal"."Penso que seja por toda a cidade. Independentemente de termos dificuldades de estacionamento, os estabelecimentos estão vazios", disse. O comerciante afirma que os clientes andam "assustados e inseguros", procurando "o mais barato". A solução passa por ter paciência e "esperar mais estímulos do País"."Não há nada que possamos fazer, nesta altura", concluiu. Luís Ferreira, proprietário da loja 'VDesign', na Rua Barão de Viamonte, confirma a fase negativa para o comércio de rua."O movimento está muito fraquinho. Diria até que o comércio na zona histórica está morto", afirmou ao Diário de Leiria. O futuro tem um ponto de interrogação."Não sei como vai ser. É muito desgastante fazer coisas sozinho e sem o apoio das entidades", concluiu o empresário. Dia dos Namorados serve de estímuloComercialmente falando, o Dia dos Namorados é mais uma razão para enfeitar as montras e alimentar o olhar dos consumidores. Corações e grandes peluches encarnados são o mais tradicional.Como forma de incentivo há quem anuncie pacotes de produtos e redução de preços, especialmente para esta data. É o caso de Lina Pascoal, proprietária da loja 'Natureza Pura', no Centro Comercial Maringá, que comercializa produtos de origem natural. "Não baixo mais, porque não temos margem para manobra", afirmou, fazendo referência à relação qualidade/preço dos produtos que vende.Idalina Ribeiro, proprietária da loja 'Rebecca', notou um decréscimo em relação a anos anteriores, mas confia na natureza portuguesa de deixar a compra de prendas para a última hora."Por esta altura já teria feito muitos embrulhos e creio que, este ano, as compras vão ser só simbólicas", declarou. Contudo, há quem não considere esta época como fonte extra para a obtenção de lucros. "Esta moda do Dia dos Namorados, tal como outras, é importada. Os comerciantes adoptaram-na para incentivar as pessoas a comprarem", disse Lina Inácio, da 'La Femme', ao nosso jornal, acrescentando que "por norma, esta época do ano, até Março, é fraca" e não é o Dia dos Namorados que revitaliza o mercado. Jogos de marketing que servem os propósitos dos comerciantes e que se estendem por todo o ano. Aproxima-se o Carnaval e, com ele, as montras vão exibir novos produtos e novos atractivos.


Cristina Duarte - Noticia do Diario Leiria ( 10.02.09)

Se entendermos a mensagem como um aviso seremos inteligentes para podermos sentir que, de costas voltadas estamos somente a fortalecer o desânimo e falencia de muitas empresas e de muitos comerciantes.
Que a crise quando nasce é para todos, tambem é verdade, mas se o comercio tradicional tiver a capacidade associativa para se fortalecer, essa ( crise ) poderá ser combatida com mais motivaçao e poderemos ultrapassar os tempos dificeis que ainda estão para vir, pois o que estamos a sentir agora é o principio do inicio e não o fim do principio.

Tu, comerciante, empresário terás essa capacidade ?

CENTRO HISTORICO LEIRIA

sábado, 7 de fevereiro de 2009

DIA DOS NAMORADOS - VDESIGN


Para celebrar o Dia dos Namorados a VDesign, lançou uma campanha com o titulo " Amor & chocolate " A todos os clientes que efectuem compras durante a semana de 09-14 de Fevereiro irá oferecer um presente doce.


Ao celebrar o seu amor adicione um doce e faça uma visita ao CHLeiria - VDesign - Rua Direira 12 - A e a sua prendra perdura para sempre no coraçao do seu amor.

Feliz dia dos Namorados com a VDesign.
CENTRO HISTORICO LEIRIA








sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

UPONTO.com


No seguimento das várias parcerias e desenvolvimentos levados a cabo para dinamizar o CHLeiria, surgiu conforme foi comunicado uma parceria com a Mediaweb ( 21.11.08), estando as 4 lojas já a ser instaladas e estando a sua inauguraçao prevista para o mês de Março. Os espaços informativos terão o nome comercial " UPONTO.com " e será o PONTO de partida para o futuro digital do CHLeiria.
Como não podia deixar de ser estamos fortemente empenhados no desenvolvimento do CHLeiria e certos que esta nova tecnologia irá ser um ponto de desenvolvimento pra o CHLeiria e uma ajuda para promover as nossas lojas como um ponto de partida para quem nos visita.
CENTRO HISTORICO LEIRIA