sábado, 21 de março de 2009

O CONCEITO VISTO DE FORA

Poder e sociedade

20-03-2009

Feliciano Barreiras Duarte, professor universitário e consultor jurídico

Marca Centro Histórico

Texto deFeliciano Barreiras Duarte

A intenção, manifestada publicamente, de criar a marca Centro Histórico, com o objectivo de criar uma âncora promocional que aumente quer a atractividade quer a funcionalidade, do centro histórico de Leiria, é uma boa ideia, que não deve deixar de ser apoiada. Por várias razões. De entre as quais sobressai a possibilidade de dar mais “vida” comercial (e não só) a uma das zonas nobres da cidade de Leiria. Para além de abrir um vastíssimo leque de oportunidades para não só os comerciantes e para os cidadãos, mas para a cidade em geral. É que Leiria pode e deve voltar a ter centralidade comercial, cultural, social e habitacional, nesta sua zona histórica. Iniciativas destas devem ser apadrinhadas e apoiadas, porque podem servir como “élan”, para de vez se resolverem alguns dos problemas que por ali existem há já muito tempo. Podem, se bem operacionalizadas, até conseguir ter o efeito multiplicador de outro tipo de decisões que levam à devolução prática desta zona da cidade aos seus cidadãos. Daí que entenda que estão de parabéns os promotores desta iniciativa de criar a marca Centro Histórico. Os seus comerciantes estão de parabéns e desejo-lhes todas as sortes e todos os bons retornos dos seus esforços. Nos tempos que estamos a viver este é um bom exemplo de que não basta resignação e protesto pelo protesto.

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O conceito e as ideias vistas por alguem de fora.
Esta ideia foi oferecida por mim à UAC, vamos ver se as entidades competentes têm a coragem de avançar para uma cidade arrojada e irreverente, ou se pretende ter uma cidade velha e decadênte, como as suas politicas e ideologias urbanas, ATÉ AGORA PRATICADAS.

CENTRO HISTORICO LEIRIA

terça-feira, 10 de março de 2009

QUANDO NÃO SE TEM CAPACIDADE DE ANALISE, COMO MUDAR ?

Metade dos edifícios do centro histórico necessita de intervenção Dos 488 edifícios do centro histórico de Leiria, 200 precisam de intervenções de diferentes graus, enquanto 98 imóveis estão muito degradados e 20 encontram-se mesmo em ruína. Os números constam de um estudo da Câmara Municipal de Leiria, cuja presidente, Isabel Damasceno, reconheceu não ser "agradável"."É evidente que o panorama é sempre um panorama que não é o melhor que nós gostaríamos de encontrar", admitiu à agência Lusa a autarca, sublinhando que "os edifícios estão perfeitamente identificados" e os que apresentam problemas "devidamente resguardados". Garante ainda que, no âmbito da segurança e da Protecção Civil, as situações estão "perfeitamente acauteladas", embora sem "certeza absoluta".Àqueles números, Isabel Damasceno contrapõe, no entanto, a seguinte constatação: "Muita coisa já aconteceu no centro histórico nestes últimos anos".A presidente da Câmara Municipal afirmou que embora o estudo revele este estado de coisas do centro histórico da cidade de Leiria, há muitos imóveis que "são referidos como não estando em bom estado de conservação que já existem projectos" em apreciação e, até mesmo, aprovados.A presidente do município referiu que, "ao contrário de outros centros históricos do País, que os municípios ou até entidades públicas do Estado têm edifícios", em Leiria "é praticamente cem por cento privado", desfiando os problemas que sustentam, por sua vez, uma quase impraticável intervenção."Muitas das vezes, a dificuldade que os proprietários têm, apesar de vontade de intervirem e de fazerem recuperações, encontram dificuldades práticas, sobretudo em situações da existência de inquilinos", declarou edil, apontando que, nestes casos, sobra, não raras vezes, a intermediação da autarquia ou, então, os tribunais.Isabel Damasceno insistiu que, "na grande maioria dos casos, os proprietários que têm o edifício degradado querem intervir, têm condições financeiras, têm vontade, já perceberam que o mercado é favorável"."Nos bons exemplos que existem no centro histórico, o mercado respondeu favoravelmente, ou seja, houve uma grande procura", assegurou a responsável, que não esconde satisfação pela atitude dos proprietários, que "não estão sossegadinhos no seu canto e dizem 'isto vai caindo, logo se vê'".A autarca associa a intervenção no espaço privado, que sublinha ser de "grande qualidade", ao que já foi feito no espaço público - na ordem dos 11 milhões de euros - e que vai continuar nos próximos anos, com uma verba municipal de cerca de cinco milhões de euros."A verdade é que desde que começaram os tais investimentos significativos no espaço público, começaram a aparecer os projectos privados, o que não acontecia antes", observou. Autarca rejeita palavra abandonoIsabel Damasceno, que completa este ano o terceiro mandato na presidência da Câmara Municipal de Leiria, rejeita qualquer associação do centro histórico à palavra abandono."Aquele ar de abandono, de desertificação, que tinha o centro histórico… As pessoas não viviam aqui, não faziam a vida aqui, não vinham para os cafés, não vinham fazer compras. Hoje em dia acho que há uma viragem enorme", declarou."Havia um abandono evidente da vivência do Centro Histórico, o que não acontece hoje", reiterou Isabel Damasceno, para quem o espaço está melhor, mas… "Se me disser, está aquilo que gostaria, não está", para imediatamente acrescentar: "Tendo em conta estes constrangimentos e as dificuldades reais que no terreno têm existido".


Sílvia Reis (Lusa)

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Será que ainda temos que agradecer ?. O edificio do " buraco ", Casa do Eça e adjacente, pertencem a quem ?. O Buraco está nas maõs da camara à 17 anos, será que a autarquia não sabe o que tem ? O CHLeiria era na decada de 80 e 90 abandonado ? e hoje está activo e dinamico e recuperado, como nos anos 80 ou 90 ?, pelos visto está melhor, será ?

Ou será querer tapar o sol com a peneira, seria mais sensato admitir os erros estrategicos e não vir a publico dar exemplos ou falar em outros, que a cidade com isso, não fica nem mais alegre nem melhor e muito menos crescem plantas nos seus baldios..., desculpem, jardins do seculo XXII.

Enfim....

Somente quem não vive e convive com o CHLeiria pode ter este tipo de opinião.

Deixo aqui um repto, alguem mande uma planta do CHLeiria para a autarquia, por favor.

Obrigado.




CENTRO HISTORICO LEIRIA