quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

PORQUE O CHLEIRIA MERECE

O que somos, eles reconhecem
O que fazemos, eles aplaudem
O que queremos, eles pretendem
O que oferecemos, eles aceitam
O que não pedimos, eles oferecem
Carinho, amizade, reconhecimento

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

O QUE É NOSSO FICA BEM


CENTRO HISTORICO LEIRIA

SILENCIO, TUDO ISTO É FADO



CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

FADO ALMA PORTUGUESA - ANITA GUERREIRO

Anita Guerreiro nome artístico de Bebiana Guerreiro Rocha Cardinali (Lisboa, 13 de Novembro de 1936) é uma actriz e fadista portuguesa.

A 8 de Dezembro de 1952 concorreu ao “Tribunal da Canção” no “Comboio das Seis e Meia”. Foi apurada mas Marques Vidal retirou-a da competição e fê-la estrear já como artista. Dois meses depois estreou-se no velho café Luso, como Fadista.
Fevereiro de 1955: Anita Guerreiro entra para o Teatro de Revista, em “O Zé Aperta o Laço”, no Maria Vitória. Seguiram-se cerca de 40 revistas de grande êxito: “Fonte Luminosa”, “Cidade Maravilhosa”, “Há Festa no Coliseu”, “Mulheres de Sonho”, “Festa é Festa”, “Curvas Perigosas”, “Pernas à Vela”, etc.
Em todas teve números de sucesso: "Festa é Festa", "Ai, Ai Lisboa", "Catavento", "Desilusão", "Fumo do meu cigarro", "Pescadores" e tantos, tantos outros. Na temporada de 1969/70, nas Revistas “Peço a Palavra” e “Prato do dia”, criou os seus maiores êxitos: "Cheira a Lisboa", "Fado da Sardinhada" e "Santo António Veio a Alfama". E recebeu, então, o Prémio Estevão Amarante para a Melhor Artista de Revista.
Anita Guerreiro tem feito excelentes discos, como a sua primeira gravação, nos anos 50, "Ti Anica", ou mais recentemente, criações como "Era um Marinheiro", "Chico Marujo de Alfama", "Lisboa Ribeirinha" e outras.
Voltou ao Teatro em 1982. No Variedades, em “Há... Mas são Verdes”, criou mais dois belíssimos números: Herminia em Lisboa e Calçadinha à Portuguesa.

Em África conquistou a Guitarra de Oiro dos prémios de interpretação e o prémio do fado. É de sempre a sua relação privilegiada com o Fado, chegando a ter o seu restaurante típico no Parque Mayer.
É claro que cantou em todo o território nacional. Fez longas temporadas no Canadá e EUA, e na Europa tem sido aplaudida por todas as comunidades lusíadas. Na canção como no fado, sempre subjugou o público com a sua voz e expressão, aquele poder de comunicação e a experiência de palco que lhe ficaram dos muitos quadros revisteiros em que provou ser, também, uma boa “característica”.
Regressada a Portugal depois de prolongada ausência, imediatamente se apresentou nos melhores programas de televisão. Entre o Faia, que a fixou no seu elenco, e as suas actuações um pouco por toda a parte, ainda pudemos ver Anita Guerreiro nas telenovelas "Roseira Brava", "Primeiro Amor", "Grande Aposta", "Olhos de Água" e "Nunca Digas Adeus".
Também participou em séries: "Casa em Fanicos" e "A Loja do Camilo". Recentemente integrou o elenco da série "Bons Vizinhos".

O fado não é apenas uma canção acompanhada à guitarra. É a própria alma do povo português. Ouvindo as palavras de cada fado pode sentir-se a presença do mar, a vida dos marinheiros e pescadores, as ruelas e becos de Lisboa, as despedidas, o infortúnio e a saudade. A grande companheira do fado é a guitarra portuguesa. Juntos, fado e guitarra, contam a essência de uma história ligada ao mar.

O fado, por ser de todos os portugueses, está na taberna e no salão aristocrático. Surgido na primeira metade do século passado, depressa se tornou na canção popular de Lisboa. Desde então, manteve sempre as sua características de expressão de sentimentos associados à fatalidade do destino. O fado está marcado pelo phatos das tragédias da Grécia clássica.

A canção emblemática de Lisboa é também indissociável dos seus bairros mais típicos. Alfama, Mouraria, Bairro Alto e Madragoa são os seus mais autênticos berços. Por esta razão, ouvir o fado é conhecer Lisboa. É também conhecer os portugueses, no mais profundo da sua alma de povo que enfrentou o mar desconhecido.

E, por ser uma canção nacional, o fado está igualmente marcado pelo atracção que a aristocracia boémia sentiu pela ruas e vielas de Lisboa, pelas tabernas e pelas mulheres. O fado foi partilhado por fidalgos, por vadios e por marinheiros. No regresso ao salão aristocrata, trouxeram o fado para que fosse acompanhado ao piano.

Ontem seu palco foi o CENTRO HISTÓRICO DE LEIRIA, tendo como como anfitrião o FADISTICES, casa que já colocou o bichinho do fado no coração dos Leirienses, tendo como gerente o também fadista Tiago. Nesta casa tudo é fado, respira-se a Lisboa antiga, saborea-se Alfama e o bairro Alto, não faltando a boa comida e a excelente... PINGA.

Silencio que se vai cantar o Fado...
CENTRO HISTÓRICO LEIRIA






quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dia de MIGUEL TORGA em Leiria





" A passagem do escritor Miguel Torga por Leiria , apesar de pouco conhecida, é manifestada na sua obra pelo próprio Autor, que nos deixa um relato muito vivido desses momentos em " A Criação do Mundo ", em particular no " quinto dia " mas também no " sexto ". Esta importância manifestada e relatada pelo autor, foi a base de partida para a criação do "Dia de Miguel Torga em Leiria ", que hoje é uma realidade .

Dada a importância cultural e histórica deste facto, a Junta de Freguesia de Leiria, não poderia, nunca, ficar alheia a este evento, pelo que, desde o momento da ideia, passando pela fase de desenvolvimento e depois organização do evento, que se encontra a incrementar um trabalho de parceria com a Inatel, no sentido de tornar possível a existência deste dia e fazer do mesmo algo que contribua para a evolução cultural da própria cidade de Leiria e de todos os Leirienses .

A identidade da Freguesia foi sempre uma prioridade para os executivos dos quais foi Presidente e, nesse sentido, este é mais um projecto que divulga essa mesma identidade(...) ".

Comunicado da Presidente da Junta de Freguesia de Leiria no dia comemorativo do Dia Miguel Torga, com a realização de varias manifestações culturais, onde se incluía visita ao CHLeiria, e a vários locais emblemáticos e importantes na vida de Miguel Torga em Leiria.

Manifestações destas que pretendemos acarinhar e saudar, não só pelo facto de nos relembrar que fomos, mas sobretudo por manter bem viva a memoria de Leiria e daqueles que nos escolheram para viver onde melhor se sentiam.
Parabéns à Junta de Freguesia e à Inatel pela bela iniciativa, mas...para o ano queremos mais.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

MIGUEL TORGA EM LEIRIA


A ESCOLHA DE LEIRIA.

Varias terão sido as razoes para que Miguel Torga tivesse escolhido Leiria para abrir consultório. As principais parecem ser , por um lado a proximidade a Coimbra, onde imprimia as suas obras, e, por outro, o facto de não haver, à data, nesta cidade, nenhum medico da sua especialidade. Outras, de carácter sentimental e literário, são ainda apresentadas pelo escritos em O QUINTO DIA DA CRIAÇÃO DO MUNDO.

Mas não deixou de influir também na decisão a graça lírica da terra, embalada pelo marulho do pinhal do Rei (...) habitada pelo génio de Rodrigues Lobo, que assim a cantou, e percorrida pelo vulto esquivo de Eça de Queiroz, que aparece apontar ainda a cada esquina.

Desde a remota leitura da " Corte na Aldeia " e do " Crime do Padre Amaro ", que ficara preso ao encanto feminino daquela cidadezinha de ruas de curto fôlego e praças de intimismo familiar, acolhedora, a ressumar historia e cultura por todas as pedras e ao mesmo tempo impregnada de ruralidade. Em nenhuma outra de Portugal era tão indecisa a fronteira entre o urbano e o campestre. As vinhas e os prados entravam por ela dentro numa fusão natural. De qualquer miradoiro que se olhasse, viam-se telhados e copas, calçadas e feno.
As veigas do Liz, cercavam-na dum lado, e as do Lena do outro. No meio, campanários, chaminés e outros granjeados. dai talvez a circunstância feliz de o bucólico de seiscentos e de o mordaz oitocentista poderem sentir com igual intensidade, a respirar-lhe os ares,a frescura das brisas pastoris e o mormaço das paixões humanas.
Do poeta maviosissimo, como dizia uma inscrição a memora-lo, pouco rasto havia. mas do romancismo tudo falava ainda (...) A simples certeza de que calcorreava ruas e ruelas que eles haviam pisado, e que me cruzava com personagens suas, era um estimulo e um conforto.(...)

By - Carlos Alberto Silva - A Leiria de Miguel Torga.

Para Miguel Torga, nenhum deus é digno de louvor: na sua condição omnisciente é-lhe muito fácil ser virtuoso, e enquanto ser sobrenatural não se lhe opõe qualquer dificuldade para fazer a Natureza - mas o homem, limitado, finito, condicionado, exposto à doença, à miséria, à desgraça e à morte é também capaz de criar, e é sobretudo capaz de se impor à Natureza, como os trabalhadores rurais trasmontanos impuseram a sua vontade de semear a terra aos penedos bravios das serras. E é essa capacidade de moldar o meio, de verdadeiramente fazer a Natureza mau grado todas as limitações de bicho, de ser humano mortal que, ao ver de Torga fazem do homem único ser digno de adoração. A esses devemos deixar a nossa sentida e respeitada vénia, e um bem haja - viva os que respeitam e elevam Leiria.

2 Fevereiro de 2010

CENTRO HISTORICO LEIRIA


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CARNAVAL NO TERREIRO


IRREVERÊNCIA - DIVERSÃO - ANIMAÇÃO - FOLIA, ENFIM CARNAVAL
TERREIRO - CHLEIRIA 2010 -
ENTRADAS LIVRES
PROGRAMA
13. FEV. SABADO 22 H - BANDA " BAIRRO DOS CANIÇOS "
15 FEV. SEGUNDA - CONCURSO DE MASCARAS.
O Carnaval também existe no CHLeiria, venha divertir-se na zona mais nobre da cidade. A animação será Rainha e a nossa simpatia a excelência da companhia.
CENTRO HISTORICO LEIRIA

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

JUNTOS POR HAITI

A Câmara Municipal de Leiria, em colaboração com um conjunto de entidades locais, organiza no próximo dia 5 de Fevereiro, pelas 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva, um espectáculo de angariação de fundos cuja receita reverterá na integra para auxiliar o povo Haitiano neste momento calamitoso e doloroso, através da Missão AMI - Assistência Medica Internacional.

Neste espectáculo que conta com a presentação de Miguel Chagas, actuarão gratuitamente, David Fonseca, Terra Nova, Orquestra de Sopro do Orfeão de Leiria, Landydrack & Farty ilusionistas, Swing Samp, a fadista Tânia Pataco, Grupo Coral do Arrabal, Escola de Dança do orfeão de Leiria, Grupo de Hip-hop Nelly Ferreira e Te-ato, Joana Sousa e Renato Coelho assegurarão a tradução em simultâneo em língua gestual Portuguesa.


Paralelamente ao espectáculo, o foyer do Teatro Jóse Lúcio da Silva recebe representantes da AMI, com o objectivo de divulgarem a sua actividade e onde aqueles que não forem ao espectáculo poderão deixar o seu contributo.

Sobre esta iniciativa, a Câmara Municipal de Leiria considera que o objectivo da mesma é sensabilizar a população para o sofrimento do povo Haitiano. As receitas obtidas serão entregues na integra, no final do espectáculo, á AMI, que enviará como representante a sua Secretaria Geral, Luísa Nemésio.


No espaço de uma semana foi possível contar com a colaboração do Governo Civil de Leiria como parceiro instituicional , com os apoios da a9))), ASAE- Associação de Surdos da Alta Estramadura, CS Outdoors -Publicidade Exterior, O cantinho dos Pequenos, Teatros José Lucio da Silva e Miguel franco e a parceria da 94FM, Liz FM, Diário de Leiria, Jornal de Leiria, Região de Leiria e Thomson Reuters.


Também os funcionários dos Teatros José Lúcio da Silva e Miguel Franco aderiram de uma forma solidaria a esta iniciativa oferecendo voluntariamente o seu trabalho.


Os bilhetes custam 10,00 € e poderão ser adquiridos na bilheteira do Teatro José Lúcio da Silva diariamente das 17h30 às 22h00. Todas as entidades que quiserem oferecer donativos, poderão faze-lo nas bilheteiras do Teatro José Lúcio da Silva.

Também nós iremos participar e entregar os nossos donativos, tendo mobilizado um enorme numero de pessoas para o evento e entrega de donativos.

PARTICIPE E APOIE.
CENTRO HISTORICO LEIRIA