quarta-feira, 28 de abril de 2010

VIVAS A EL REI D. MANUEL I

O som dos tambores é o sinal claro da chegada de D. Manuel I, que no próximo sábado irá chegar à cidade de Leiria. O " aventureiro" virá para participar nas comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino de Leiria, senhores e servos irão para as ruas para receber a regia comitiva que apregoada pelo arauto irromperá pelas ruas da cidade ao som dos tambores e trombetas, sinal de chegada de D. Manuel I.

Esta recreação histórica será realizada pela câmara Municipal de Leiria em conjunto com o " Viv`arte ", tendo como palco principal a Praça Rodrigues Lobo. Será aqui nesta praça que se irá realizar a recreação do foral Manuelino, um documento de imensa importância para a organização territorial do território, da qual se emanam os direitos e deveres sobre as terras, o pagamento de impostos e as demais obrigações dos Leirienses aqui residentes, cumprindo assim com as suas obrigações para com o Rei.
Tendo como cenário o centro histórico e o seu castelo o evento terá um cortejo pelas ruas do centro com a caracterização que marcava a época, seguindo-se a recepção pelos homens bons do burgo, a leitura do foral e sua assinatura será publica e comunicada ao povo. Leiria estará pois em pleno Sec. XVI, com o ar a respirar a dança " sufi" ao som de adufes e " bhendires, os malabaristas com a sua arte, saltimbancos e histriões irromperem pelas ruas com alegres coreografias, danças palacianas e danças populares, numa encenação realizada por músicos, actores, cavaleiros, malabaristas e dançarinos. O viajante sentirá a época através de toda uma fabulosa encenação teatral levada a cabo pelo " Viv´arte". Leiria entrara em pleno Sec. XVI, a partir das 17h00 no centro Histórico local onde sua majestade o rei D. Manuel I, pernoitará sôfrego de tanta bela, nesta terra de gente ilustre.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

segunda-feira, 19 de abril de 2010

TER HORAS OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO.

No ultimo numero do Jornal “ Região de Leiria “ li com natural cuidado uma crónica que tinha como tema o comercio de rua e o numero de horas vs concorrência, tendo ficado baralhado, com tanto ziguezague do autor em relação à falta de ideias para dinamizar o comercio tradicional, sim Tradicional, porque o comercio existente na rua mais não é que um comercio tradicional puro. Chamar comércio de rua ao comércio tradicional, não é nem nunca será evolução ou modernidade, mas sim um sinal claro de amadorismo envergonhado. Durante vários anos ficou claro que Leiria, iria também ela ser invadida pela nova geração de fazer comércio, ou seja, um novo conceito de estar, e oferecer oportunidades de comércio. O comércio é na verdadeira vertente a oportunidade de comprar, e não a de vender. Um comércio dinâmico, envolvente e capaz de captar oportunidade é aquele que oferece mais a quem pode comprar. E, é isso que se passa nas grandes superfícies, oferece mais oportunidades de compra, quer pela concentração de artigos, horários diferenciados, conforto, modernidade da estética e por fim e mais importante, a rigorosa gestão desses mesmos espaços. Sem estas características poderá o comércio tradicional estar aberto 24h, que jamais conseguira combater este conceito de comércio, também ele tradicional, só que é um comércio tradicional organizado. Então pergunto, se o comércio tradicional existente no centro da cidade abrir 24h x 7 dias será competitivo e terá a capacidade de atrair clientes que se mudaram para o centro comercial? Será que a lei portuguesa deverá ser contrária ao espírito do comércio? Os que trabalham nas lojas de conveniência, turismo, etc., são portugueses de 2ª? Não, lógico que não.
O sucesso dos centros comerciais assenta numa só política, oferecer mais oportunidades de compra aos seus potenciais clientes, com uma gestão rigorosa do espaço em parceria com os seus parceiros de negócio. Porque, até podem diminuir o nº. de horas, diminuir os dias de abertura dos centros comerciais, que o conceito e o sucesso será o mesmo, e é essa fórmula, que ainda o comércio tradicional e aqueles que o representam não a entenderam.
Deverá pois, o comércio tradicional modernizar primeiro as mentalidades e só depois, procurar num esforço conjunto congregar esforços para ter e desenvolver uma politica de oferta, para assim despertar a procura e atrair as massas que possam alimentar a sua oferta, porque hoje o comércio consiste não na venda mas sim na compra porque o tubarão hoje é o comprador e não o vendedor como no passado. No mercado global ninguém ganha vantagem, desculpem, ninguém não…, o cliente ganha. E é ele que decide quem continua a vender.
Entendo pois que nunca será a HORA a vantagem, mas sim o CONCEITO.
Tenha o comércio TRADICIONAL capacidade de se organizar e definir linhas de gestão a longo prazo, viradas para um novo cliente tipo, e não haverá cento comercial que consiga resistir a este comércio tradicional. O comércio tradicional tem vantagens que ainda hoje existem pessoas que não as conseguiram explorar. Se analisarmos com cuidado todos os centros comerciais, eles mais não são que umas imitações de cidade, eles imitam as cidades porque encontram nelas todos os ingredientes para desenvolverem a sua arquitectura, e os seus espaços mais não são que ruas de uma vila/ cidade. Mas isso as cidades já têm, e com anos de avanço em relação aos centros comerciais, onde nelas predomina uma receita rejuvenescedora – a história das suas gentes e dos locais.
Essa receita que se alimenta todos os dias sem perder características próprias de uma verdadeira vencedora, faz das cidades e dos seus centros históricos, locais de excelência para o comércio tradicional, seja ele mais tradicional quer seja ele da nova vaga, com enormes capacidades de atrair várias mentalidades e culturas.
E Leiria tem todos esses predicados e ainda não sabe que os têm, mas têm, e está bem visível, sejam os actores deste teatro capaz de a representar com a alma quinhentista. O comercio TRADICIONAL tem tudo para ganhar, tem a “ HISTORIA “ como vizinho, a “ VIDA “ como amigo, a” RUA” como irmão e a cidade como “ MAE “, e o PAI, teremos que ser todos nós juntos e um verdadeiro Pai como os comerciantes/ empresários, juntos terá que procurar ideias e soluções e nunca desculpas, porque enquanto se desculpa e procura novas desculpas, os outros vão avançando a caminho do sucesso e dos seus – " Os Lojistas" , tudo isto numa lógica empresarial, ou seja ganhando poder económico em relação à concorrência.

Procurem o sucesso e deixem as desculpas PARA OS OUTROS.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CONCERTO CORO - IGREJA S. FRANCISCO - LEIRIA


O Orfeão de Leiria irá realizar no dia 17 de Abril pelas 18h00, na Igreja S.Francisco um concerto de Coros, tendo como convidado o Grupo Coral de Queluz, um concerto a não perder, tendo como palco uma das mais belas Igrejas de Leiria.
CENTRO HISTÓRICO LEIRIA