segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

DIA DE MIGUEL TORGA


Foi celebrado o Dia de Miguel Torga em Leiria

No dia 5 de Fevereiro foi celebrado em Leiria o Dia de Miguel Torga que teve quatro momentos distintos: o descerramento de uma lápide, a visita à clínica Primis, a apresentação das Actas do II Colóquio e um momento literário.
O descerramento da lápide ocorreu cerca das 16h00 ao fundo da Rua Comandante João Belo, num edifício novo que substituiu aquele em que o médico Adolfo Rocha teve o seu consultório. O teor da lápide é o seguinte: «Neste local existiu, entre 1939 e 1942, o consultório de otorrinolaringologia do Dr. Adolfo Rocha, Miguel Torga em literatura./ Leiria, 5 de Fevereiro de 2011/ JFL». Descerraram a lápide os elementos da Comissão Organizadora Laura Esperança, Albertina Ramos e Carlos Fernandes e ainda, em representação da Câmara de Leiria, Lurdes Machado.
Os responsáveis e o público presente foram depois convidados a visitar a clínica Primis, que apoiou a iniciativa e que tem parte das suas instalações justamente no espaço que foi ocupado pelo consultório de Torga, com a coincidência de se dedicar à mesma área da medicina. O Dr. José Cymbron, o autor da ideia do Dia de Miguel Torga em Leiria, falou ali do escritor enquanto médico, conteúdo inserido num capítulo da sua tese de doutoramento sobre Torga. Os proprietários da clínica fizeram depois uma visita guiada e ofereceram um Porto de Honra.
Às 16h45, nas instalações do Turismo de Leiria-Fátima, foi apresentado, por Carlos Fernandes, o livro “II Colóquio sobre Miguel Torga em Leiria – Actas” que reúne quatro comunicações feitas naquele Colóquio, em 7 de Fevereiro de 2009, por Suzana Couceiro Vieira Santos, Sandra Duarte, Luís Martins Fernandes e José Cymbron. Tem 64 páginas e é uma edição da Junta de Freguesia de Leiria e da Delegação de Leiria da Fundação INATEL, que fizeram parte da Comissão Organizadora, com o apoio da Fundação Caixa Agrícola de Leiria.
Finalmente, decorreu, nas mesmas instalações do Turismo, o momento alto da tarde, com a audição de vários textos de Miguel Torga, em particular dos vários volumes do seu “Diário”, mas sobretudo do muitos volumes de poesia, desde “O outro livro de Job” a “Câmara ardente”, passando por “Odes”, “Cântico do Homem”, “Orfeu rebelde” e “Antologia poética”, nomeadamente. A dizer estiveram David Teles Ferreira, Mercília Francisco, Luís Vieira da Mota, Maria Celeste Alves, José Vaz e Isabel Aragão. O público aguentou firme até ao último poema, “Ar livre”, dito de forma magistral por Mercília Francisco.
A celebração do Dia de Miguel Torga tem como objectivos: divulgar a vida e a obra de Miguel Torga; reavivar as memórias da vivência do médico e escritor em Leiria; e reflectir sobre as implicações que a “experiência leiriense” teve no desenvolvimento da sua obra. Constituíram a Comissão Organizadora da iniciativa neste ano de 2011 Albertina Ramos, Carlos Alberto Silva, Carlos Fernandes, David Catarino e Laura Esperança.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CENTRO HISTÓRICO VOLTA A SER O CENTRO " NOVAMENTE"


Repto lançado pelo presidente da câmara de Leiria foi atendido pelo ministro da Administração Interna durante assinatura do Contrato Local de Segurança. Centro Histórico vai ter reforço da PSP, onde será também implementado um sistema de videovigilância.
O autarca pediu. O ministro disse sim. Ontem, o presidente da câmara de Leiria, Raul Castro, lançou um repto ao ministro da Administração Interna para o reforço do número de agentes da PSP no Centro Histórico. Um repto aceite por Rui Pereira, que irá, ele próprio, comunicar as "necessidades" de Leiria às autoridades.
O número de assaltos no Centro Histórico de Leiria levou o autarca a pedir o reforço da PSP ontem, durante a assinatura do Contrato Local de Segurança (CLS), que prevê a criação de sistemas que permitirão reduzir a criminalidade, como a videovigilância.

"Infelizmente, também Leiria tem sido vítima de bastantes assaltos, nomeadamente a lojas situadas no centro histórico. Considero, por isso, imprescindível haver um reforço do número de agentes da PSP em Leiria, por forma a ser possível dar uma resposta pronta e eficaz às solicitações dos munícipes", disse Raul castro, lançando o repto ao ministro "para que essa medida seja encarada como prioritária".

Para o edil, o CLS é o primeiro passo para a redução da criminalidade e o aumento do clima de segurança, factores que permitirão "combater a desertificação do Centro Histórico, atraindo novos moradores e novos investidores".

Em resposta, o ministro da Administração Interna confirmou o reforço da PSP em Leiria, assim como no resto do País, anunciando o recrutamento de mil novos agentes da PSP e mil novos militares da GNR, que serão depois distribuídos consoante "o número de crimes, de habitantes, a área protegida e os factores de insegurança".

"O reforço vai ser feito em Leiria? Sem dúvida. A videovigilância não é um sistema substitutivo do elemento humano da segurança", afirmou Rui Pereira, que deixou uma "promessa" ao presidente da câmara: "eu próprio vou comunicar à PSP para terem em conta as necessidades de Leiria", disse à margem da cerimónia.

Na sessão protocolar, o ministro destacou ainda a aposta da tutela no policiamento de proximidade, razão pela qual tem vindo a celebrar CLS desde 2008, assim como a utilização da tecnologia na redução da criminalidade, nomeadamente os sistemas de videovigilância, que depois do Porto, Coimbra, Fátima e Lisboa, será implementado em Leiria.

Segundo Rui Pereira, "a criminalidade desceu, graças aos projectos de videovigilância, que servem também para reforçar a segurança, prevenir a criminalidade, investigar os casos, controlar o trânsito, e prevenir actos de vandalismo nas zonas nobres da cidade".

O ministro explicou aos jornalistas que a videovigilância tem sido desenvolvida "de acordo com o princípio de responsabilidade partilhada", sendo a instalação do sistema e das câmaras assegurada pelas autarquias, cabendo ao Ministério da Administração Interna e forças de segurança "a monitorização constante deste sistema, que é o que se vai fazer em Leiria".

"Nós queremos a videovigilância como um meio complementar e auxiliar de acção das forças de segurança. O que nós queremos é que, através da videovigilância, haja dissuasão. Naturalmente que as pessoas, na zona onde estão instaladas as câmaras, terão mais receio em cometer actos ilícitos, mas queremos que sirva também para a investigação da criminalidade", esclareceu Rui Pereira.

O ministro adiantou que o próximo passo no âmbito do CLS é a realização de um diagnóstico de segurança para "perceber quais são as prioridades". "É um longo percurso que vamos percorrer, com a ideia firme que nunca abandonaremos: dar mais e melhor segurança aos cidadãos", salientou.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA