sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um Centro Histórico Fashion

O futuro do CHLeiria terá que passar pela reciclagem das lojas aqui existentes, o produto do comercio tradicional terá que ter como publico alvo o " cosmopolita e sofisticado " A aposta terá que ser nos produtos diferenciados para um nicho de mercado mais exigente. Em contraponto os produtos tradicionais terão que desenvolver novos conceitos de marketing mais apelativos e com glamour.

Numa baixa exigente teremos um publico também ele de primeira água, essa terá que ser a nova era do CHLeiria.

A restauração terá que procurar aliar a qualidade dos serviços, a pratos tradicionais com um toque fashion clean. A crise afinal quando nasce abre a porta à imaginação e somente os mais exóticos na gestão dos seus espaços terão sucesso. Afinal vale a pena estar aqui.

Feliz Ano de 2012.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mando eu ou fazes tu ?

A polémica aberta em torno do horário do fecho dos bares de Leiria teve hoje mais um capitulo que no minimo é curioso.

Segundo uma noticia do Diário de Leiria, que junto em anexo, o regulamento do horário será estipulado não pela camara, mas pelo entendimento que resultar entre os moradores e os empresários, ou seja a partir do entendimento entre ambos. Os moradores já não se poderão queixar, nem os empresários se livrarão da responsabilidade do que assumirem perante os moradores. Esta lógica da batata não terá efeito nenhum, porque ambos não controlam as massas e se, por um lado o empresário não regula o espaço publico, o morador não regula o espaço privado, logo quem regula o quê, quando e como ?
 Assim fica tudo na mesma e dentro de dias teremos uns a dizer que os  outros não  cumprem o prometido e os outros a dizerem que a culpa é do espirito santo.

AH!,ok, estamos no Natal.

Noticia do Diario de Leiria.

 Câmara impõe como fundamental propostas e entendimento entre moradores e empresários para bares do Centro Histórico de Leiria não encerrarem à meia-noite
A restrição do horário dos bares do Centro Histórico de Leiria para a meia-noite, em cinco dias da semana, poderá não avançar, caso haja um entendimento entre todas as partes interessadas no processo. O mesmo significa que as medidas acordadas entre proprietários e residentes, e que vierem a ser propostas à câmara, são fundamentais para o município não avançar com aquela intenção, já aprovada em reunião de câmara, e que vai entrar na fase de audição dos interessados.
Aquele cenário é admitido pela vereadora com o pelouro do Desenvolvimento, que, a concretizar-se, não é, no seu entendimento, um recuo, mas "um passo ao lado". Mas para esse efeito é necessário que haja "unanimidade" entre todos os interessados, sublinha Isabel Gonçalves, ao nosso jornal.
CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sábado, 24 de dezembro de 2011

Coisa séria ou talvez.

Em vez de andarem a discutir a viabilidade para a partilha do território de uma forma saudável e sustentável e atractiva (saudável para os moradores, sustentável para os empresários e atractiva para os investidores), os atores políticos vs empresários andam a discutir, passe-me a expressão, pentelhos. O centro histórico de Leiria não está na posição de andar ao colo das guerrinhas entre o lado A e o lado B. Está demasiado débil para estas discussões de surdos. Leiria precisa de soluções sustentáveis e planeadas para se poder afirmar como uma capital de distrito e não como uma velha burguesa falida. Haja a coragem de fazer planeamento e ter medidas estratégias para uma cidade eficiente e eficaz, porque ambas são positivas mas contudo diferentes. O problema assenta neste princípio – Leiria tem mais bares por m2 no seu centro do que o aconselhável para um convívio são, o que torna a zona demasiado pequena para a saudável harmonia entre os vários actores. Sendo assim e porque termos de ter a capacidade de nos adaptarmos aos novos habitantes, que ano após anos entram em Leiria (e que são bem vindos) é necessário um novo olhar para a cidade, a cidade dos anos 90 já não satisfaz as necessidades dos nossos hábitos culturais e como tal teremos que adaptar a cidade à nova realidade e não interditar os seus habitantes, ao uso e fruto do espaço que ela ainda oferece. A solução passa pela deslocação da oferta ou seja temos que ter a coragem de estender uma cidade e reposicionar a oferta aos novos inquilinos e assim oferecer a alternativa positiva e retirar deles a mais valia que possam oferecer aos novos inquilinos. Haja pois, planeamento e estratégia para a eficácia ser eficaz.
CENTRO HISTÓRICO LEIRIA