Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Coisa séria ou talvez.

Em vez de andarem a discutir a viabilidade para a partilha do território de uma forma saudável e sustentável e atractiva (saudável para os moradores, sustentável para os empresários e atractiva para os investidores), os atores políticos vs empresários andam a discutir, passe-me a expressão, pentelhos. O centro histórico de Leiria não está na posição de andar ao colo das guerrinhas entre o lado A e o lado B. Está demasiado débil para estas discussões de surdos. Leiria precisa de soluções sustentáveis e planeadas para se poder afirmar como uma capital de distrito e não como uma velha burguesa falida. Haja a coragem de fazer planeamento e ter medidas estratégias para uma cidade eficiente e eficaz, porque ambas são positivas mas contudo diferentes. O problema assenta neste princípio – Leiria tem mais bares por m2 no seu centro do que o aconselhável para um convívio são, o que torna a zona demasiado pequena para a saudável harmonia entre os vários actores. Sendo assim e porque termos de ter a capacidade de nos adaptarmos aos novos habitantes, que ano após anos entram em Leiria (e que são bem vindos) é necessário um novo olhar para a cidade, a cidade dos anos 90 já não satisfaz as necessidades dos nossos hábitos culturais e como tal teremos que adaptar a cidade à nova realidade e não interditar os seus habitantes, ao uso e fruto do espaço que ela ainda oferece. A solução passa pela deslocação da oferta ou seja temos que ter a coragem de estender uma cidade e reposicionar a oferta aos novos inquilinos e assim oferecer a alternativa positiva e retirar deles a mais valia que possam oferecer aos novos inquilinos. Haja pois, planeamento e estratégia para a eficácia ser eficaz.
CENTRO HISTÓRICO LEIRIA