sábado, 1 de setembro de 2012

O antes e o depois, a vontade de mudar.







Uma intervação num centro histórico de uma cidade de Portugal com o objetivo de devolver a cidade às pessoas. É notório a melhoria, contudo a mesma só foi possivel com a vontade dos comerciantes e da população, ambos com vontade de viverem em qualidade/ cresciemnto económico.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

OS COVEIROS DO CENTRO HISTÓRICO

Os coveiros do centro histórico de Leiria tiveram mais uma iniciativa com o objetivo de acabar definitivamente com o fantasma chamado comercio tradicional e transforma-lo numa mumia, pois o que existe neste momento mais não é que um fantasma, tal é o numero reduzidíssimo de comerciantes ali existente. tal iniciativa foi com o propósito de impedir o crescimento e a renovação do tecido empresarial, assim como a reabilitação urbana.Deu-se inicio a um projeto que consistia no inicio da tão falada recuperação do centro histórico de Leiria e que assentava essencialmente na dinâmica dos empresários da restauração ( e que existem com muita qualidade ) para impulsionar outros conceitos e novos negócios que já estavam em estudo para a zona. Ora tal iniciativa foi apoiada pelos mesmos do costume que são contra as mudanças e que impedem os novos empresários de apostar e vencer numa zona que tem todos os ingredientes para oferecer crescimento, quer económico quer social. Mas esta iniciativa só foi incendia porque, infelizmente, os atores existentes nos órgãos associativos não sabem separar as funções que desempenham, ou seja, o associativismo do profissional. Pois a noticia de um jornal semanário mais não veio que desinformar, contrariando a sua génese, que é informar. Essa noticia levou as pessoas mal informadas e que não conhecem outras realidades a tomarem a atitude mais fácil ( para eles ), que é impedirem a mudança. Noticia que só foi possivel porque o acesso à informação foi obtida no desempenho de um cargo associativo, sublinhe-se. Os comerciantes que iniciaram a sua vida profissional na época do crescimento, do dinheiro fácil, da impulsão comercial e explosão social, não entendem que o mundo mudou. E que nós os jovens empresários temos novas e melhores formas de vencer, a já difícil , crise de mentalidades. Os indignados com a mudança em vez de se adaptarem, de se modernizarem, de deixarem de ter o papel de herdeiro e de deixarem crescer a qualidade do espaço publico foram atrás dos herdeiros do imobiliário. As cidades não são um aglomerado de pessoas mas sim um conjunto de pessoas com atividades inovadoras que juntas dão vida e fazem crescer os lugares onde se situam, se o contrário fosse possivel um cemitério seria uma cidade. E é isso que o centro histórico será em breve, um cemitério de indivíduos sem ideias, que passeiam dia após dia entre a sua portada e a mesa do café, que vêm os jovens passar e roubar o sossego e a qualidade de vida que os seus cabelos brancos mereciam. Enfim, os coveiros serão os donos do cemitério, só que os únicos residentes serão eles mesmos. Estão a cavar a sua própria sepultura e alimentar os zumbies que os sugam já sem a capacidade de serem herdeiros. Mas como felizmente existe mais vida para além da praça, mais não resta que esperar a sua glória se resuma a isso mesmo " defunto ideológico sem fututo ".

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

terça-feira, 24 de abril de 2012

UMA BOA IDEIA DÁ LUGAR A NOVAS BOAS IDEIAS

A nova proposta da C.M.Leiria ao taxar os lugares livres em Leiria nas zonas residências é de aplaudir e até, porque assim, coloca ordem no estacionamento. Agora a criação de lugares pagos na zona norte da cidade ( zona do Maringá ) é tambem uma forma de criar a equidade necessária entre as 2 zonas comerciais, a  norte ( maringá e Av. Herois de Angola ) e a sul ( zona histórica e av. adjacentes ).  Contudo esta medida deverá ser acompanhada da proposta apresentada no Conselho de Mobilidade e Trânsito, a criação da linha Azul, uma rede interna do Mobilis com carateristicas de mobilidade adequadas às necessidades dos utentes e visitantes da zona central da cidade. Acompanhada de mais alternativas quer para os próprios residentes quer para os trabalhadores do comercio e serviços ali existentes. Esta linha a custos reduzindos irá permitir não só a criação de lugares de estacionamento para os visitantes, logo potencializar o comércio tradicional, como criar uma cidade mais limpa e amiga do cidadão. O Leiriashopping continua a ser uma desculpa que serve que nem uma luva aos comerciantes sem visão, pois tudo o que acontece, ou não, é culpa do Shopping. A falta de publico não será a consequência de politicas erradas dos comerciantes e da falta de adaptação que estes teimam em continuar a não querer ver?. Será que os horários estão adaptados às novas exigências? ao novo estilo de vida? Será que o seu negócio não deverá ser reciclado?. A culpa não pode morrer solteira, a falta de sucesso dos n/ negócios é da nossa responsabilidade e não da responsabilidade de quem tem mais visão estratégica, neste caso o LeiriaShopping. Cada um deve assumir a sua responsabilidade

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A GLOCALIZAÇÃO É URGENTE

As experiências realizadas em outras cidades vêem provar que o que defendo é o mais racional e emocional para uma convivência assertiva e bi-partidária de duas formas de estar. Esta nova  mega-tendência existente em Leiria tem que ter o seu espaço sem que o mesmo choque com o tradicional descanso dos residentes do Centro Histórico da cidade. Analisem o que se está a passar no Cais de Sodre-  Lisboa e se o que podia ser uma mais valia para a cidade está a tornar-se num inferno, quer para quem visita quer para quem é visitado.

ver noticia em anexo:

Hoje queixa-se de não conseguir dormir, dos gritos, das "corridas de caixotes do lixo a meio da noite", dos graffiti, dos carros vandalizados, do lixo e do mau cheiro nas manhãs de fim-de-semana. "Já tive de saltar por cima de um carro para entrar em casa, ao sábado e ao domingo de manhã não posso abrir a janela, que fico com a casa a cheirar mal."

Desde o final do ano passado que o Cais do Sodré não é o mesmo. Em Setembro, após obras no edifício, reabriram os emblemáticos Tokyo, Jamaica e Europa. Em Novembro, surgiram três novos espaços: a Pensão Amor, o Povo e a Velha Senhora. Por essa altura também, a Rua Nova do Carvalho foi fechada ao trânsito e pintada de cor-de-rosa. Há mais gente na rua. O Cais do Sodré ganhou uma nova vida. Para os moradores, foi o início de um pesadelo.

"O Cais do Sodré tinha má reputação, mas para quem morava cá era mais seguro", diz Dani Simeray, um belga que escolheu esta zona para viver. "Isto é esquizofrénico", resume. "Em vez de estarem a resolver os problemas pelas causas estão a ir às consequências", critica, referindo-se à actuação da câmara. A freguesia tem perdido moradores. De acordo com os Censos, em 2011 viviam 2728 pessoas em São Paulo, menos do que os 3521 habitantes registados dez anos antes. "É impossível continuarmos a viver aqui assim", conclui António Figueiredo. "Mas agora vendo o andar a quem, nestas circunstâncias?"

Juntou-se a outros moradores. Formaram um grupo de trabalho, o Nós Lisboetas, e prometem não baixar os braços. Em http:/www.flickr.com/photos/maiscais/ vão construindo um arquivo fotográfico com o que se passa no Cais do Sodré. Já se queixaram e tiveram uma reunião com o vereador José Sá Fernandes - que prometeu mais fiscalização de horários - e vão apresentar uma reclamação sobre os horários dos bares ao provedor de Justiça, que por duas vezes já se pronunciou sobre questões semelhantes no Bairro Alto.

"Policiamento insuficiente"

A PSP não revela números das queixas e das ocorrências registadas nos últimos meses. E não diz quantos agentes fazem o policiamento da zona. Segundo Pedro Vieira, proprietário do Europa e presidente da Associação Cais Sodré, que junta os comerciantes, "o policiamento sempre foi insuficiente" e só não é ainda mais porque há polícias gratificados pelos bares, desde Setembro. A autarquia não respondeu às perguntas enviadas pelo PÚBLICO.

Porém, o presidente da Junta de Freguesia de São Paulo, Fernando Pereira Duarte, reconhece que há queixas, como, garante, sempre houve. Mas fala em "outro tipo de queixas", relacionadas não com a rua onde está a maior parte dos bares mas com a envolvente. Mas nem todos estão descontentes. Miguel Brito Gonçalves, dono da Taberna Tosca, na Praça de São Paulo, que também já foi morador, diz que, graças ao esforço dos comerciantes, "já não é nenhuma vergonha frequentar o Cais do Sodré à noite" e que a zona está "muito mais segura".

O mesmo não pode dizer Maria, prostituta. Há oito anos que conhece o Cais do Sodré e nunca gostou tão pouco dele. Já não fica até às horas que se deixava ficar antigamente. Vai para casa à meia-noite. Depois disso aparecem "uns miúdos, que já não têm respeito pelas mulheres" como tinham os homens que antes frequentavam a zona.

A Associação Cais Sodré reuniu-se, há uma semana, com o presidente da junta, para encontrar formas de convivência saudável entre a noite e o dia no Cais do Sodré. "Estamos a devolver à cidade esta zona, que era um bocadinho pesada nalguns aspectos", diz Pedro Vieira. "O nosso objectivo é levar isto a bom porto e fazer com que as coisas funcionem bem, respeitando todas as partes, incluindo os moradores."
O problema da limpeza e a venda de garrafas para a rua são as questões mais urgentes, adiantou Pedro Vieira no final da reunião. "Já pedi ao presidente da câmara para alargar o despacho [que limita os horários das lojas que vendem bebidas alcoólicas em garrafas de vidro] para o Bairro Alto ao Cais do Sodré", conta Fernando Pereira Duarte. As mercearias e lojas de conveniência têm-se multiplicado agora que o Bairro Alto deixou de servir para aquele negócio. Uma moradora deixa um aviso: "Os moradores do Cais do Sodré vão fazer o mesmo caminho que os do Bairro Alto

A deslocalização dos bares é pois o caminho que serve aos dois lados. Uma zona de bares na zona do estádio seria o local ideal para a solução certa. E a reconversão dos bares no centro da cidade em locais com a capacidade de atrair um outro publico seria uma forma de na mesma cidade termos o melhor de 2 mundos. A irreverência e a qualidade não convivem bem.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sexta-feira, 23 de março de 2012

O VAZIO DO CONHECIMENTO.

Não é sistemático, não obedece a um método cientifico, não é doutrina, mas assenta no bom senso popular. O vazio do conhecimento é hoje uma necessidade das sociedades contemporâneas sob pena de ficarmos reféns do vazio. Para podermos responder à nova glocalização com sucesso temos que visionar a cidade num horizonte de 10 a 20 anos num processo de partilha de ideias e ideologias sustentadas. O forum do PS ( e não pretendo partidarizar o tema ) foi na sua génese uma partida, sendo que não pode ser só, e repito, uma partilha fechada à ideologia politica, mas sim aberto à ideologia da sustentabilidade emocional das sociedades urbanas onde decorre o movimento associativo in loco. Pelo que vale a pena repetir pelos vários atores com responsabilidades na gestão/ associação/ educação da cidade.

Uma cidade é humana e transpira sentimentos e emoções, pelo que temos que conhecer o vazio humanus que nela habita e que sem ele, podemos colocar em causa a sustentabilidade equitativa e qualitativa do equilíbrio da urbe. Essa diatribe social leva à renuncia da pertença, pelo que importa conhecer o centrum - centro de terapia intensiva - para que assim se vença a inercia do passado.

O conhecimento do ego ( felicidade ), da pobreza, da educação, da politica, da justiça, do medo, da saúde mental e da identidade, permite saber quem somos e a quem pertencemos enquanto sociedade pro-ativa XXI.

O nosso desconhecimento em relação a estas questões é um indicador do estado confuso em que se encontra a nossa autoestrada do futuro. Falamos da crise sem a conhecermos, da cidade vazia sem sabermos o que é uma cidade alegre, ou seja, falamos do que não conhecemos convencidos que somos o dono do conhecimento.

" É sábio o homem que pôs em si tudo que leva à felicidade ou dela se aproxima"

É com esta frase sábia que se vence o vazio do conhecimento, temos que desenvolver uma cultura do saber para podermos vencer o próximo desafio - a educação como um requisito infraestrutural do conhecimento da economia da inovação. A inovação sem alternativa é a destruição criativa do novo capitalismo globalizado. Saber preencher o vazio do conhecimento com criatividade positiva e com identidade é pois uma forma de saber-saber para podermos atingir o saber-ser e planear o futuro da nova sociedade sustentável. Preencher esse vazio é urgente.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sábado, 17 de março de 2012

AS MEGA-TENDÊNCIAS

A mega-tendência é uma enorme alteração social, económica, politica, ambiental, financeira ou tecnológica que na fase inicial  não analisamos porque ela é invisível, se manifesta não se manifestando mas que se desenvolve, e como se desenvolve. Uma vez iniciada, vai afectando actividades, processos e percepção até que o que era passou a ser e se inicia uma dinâmica irreversível e se instala globalmente.

A inercia da cidade, geradora dessa mega-tendência global tem dois efeitos, um é a de um vírus com vida própria e que se impõe, por outro lado uma tendência só se substitui por outra tendência, o que cria um ciclo de substituição tendencialmente vitalício. Ou seja um ciclo de invasão-sucessão de uma realidade por outra, ricamente espaçada por vários anos ou mesmo décadas.

O estudo das mega-tendências tem-se verificado nas ultimas décadas nas cidades cosmopolitas devido sobretudo à aceleração do ritmo da globalização asiática e à severa causa efeito dos respectivos impactos na vida das pessoas, organizações e dos países ocidentais. Analisemos a velocidade da deslocalização das pessoas para percebermos a velocidade da evolução das mega-tendências e destes ciclos invasão-sucessão. Hoje essas mega-tendências afectam directamente a cidade de Leiria, numa espiral de contra-circulo negativa que alimenta a desertificação, o abandono e, dá razão e alimenta a crise europeia a uma velocidade de cruzeiro F1 eclipse.

Sinal dos novos tempos é o crescimento dos cogumelos chineses Tibicos ou Kefir, lojas de poucos recursos e instaladas em lugares periféricos, que se multiplicaram e se instalam hoje nos melhores locais na procura do sol ( publico ). Estes Tibicos ou Kefirs, aliviam, tiram a dor, mantêm a cabeça saudável, melhora o coração, reabilita a potência, males que afectam a sociedade leiriense e que viu crescer nestas lojas o remédio para a sua doença - a crise financeira e económica - tem cura com o crescimento dos cogumelos Tibicos ou Kefir e cura os nossos cidadãos desse mal, a falta de poder económico.

Essa nova mega-tendência não se combate, não se destrói, não se provoca mas sim,  alimenta-se com globalização e glocalização séria e dinâmica do tecido empresarial leiriense.Com estes dois antibióticos criamos anticorpos eficazes para criar a cidade do " nosso " futuro.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sexta-feira, 16 de março de 2012

CASTELO QUE FUTURO?

O artigo de hoje ( 16.03.12)  do jornal " Região de Leiria " tenta encontrar uma solução mais acessível e fácil para chegarmos ao ex libris de Leiria, o castelo de Leiria. Contudo temos que ter em conta, primeiro os custos, segundo os meios e por ultimo e não menos importante a finalidade do monumento. Se a sua missão era defender o território, logo a sua localização num lugar de difícil acesso, hoje temos que repensar essa missão e planear uma estratégia para o seu futuro sendo que nela temos que juntar  dois ingredientes: história e o laser. Sem eles o castelo será só mais um monumento entre tantos que Leiria tem mal valorizados. Se o castelo tem a capacidade de atrair perto de 50 mil pessoas ano, o que dá uma média muito baixa por mês, logo, comercialmente o produto não é atractivo e terá que ser repensada a estratégia comercial a implementar para inverter essa tendência. E a estratégia deveria assentar em novas  tipologias de publico alvo, o da cidade/ concelho, o turista nacional e por fim e numa fase posterior, o turista estrangeiro. Se não conseguirmos atrair o Leiriense ao castelo, como pretendemos sugerir/ convidar que outros o visitem?.

Temos que rever a missão do edifício, se no inicio era a defensa do território, hoje ela terá que ser a de complementar a qualidade de vida do leiriense. A minha aposta é no convívio social e na divulgação da cidade intelectual, como a nova missão.

O convívio social. Hoje mais do que nunca vivemos numa sociedade individualista, onde se destaca o individuo isolado, deprimido e revoltado socialmente, assim é necessário oferecer locais de convívio preexistencialistas, onde o uno se sinta parte do todo, e que faz parte da cidade urbana  e não é mais um na cidade dos preconceitos. A criação de um lugar de laser/ convívio nomeadamente um café-concerto, tendo agregado uma biblioteca de forma a captar um publico activo e diversificado, com destaque para todos aqueles que gostam de sentir e ver a sua cidade com o conceito/efeito - see the city with new eyes.  Juntar um horário que seja ajustado às necessidades do publico e não um horário de " funcionário publico ", pois o mesmo não serve os interesses da cidade e esta , a cidade,  não pode ser refém do horário . Para complementar esse espaço de laser, uns acessos interiores dignos de algum conforto e segurança, a exemplo do que já existe em outros monumentos, escadas em madeira, jardins ( na europa optaram por relva artificial, evitando os arqueólogos ), casas de banho modernas, etc.


Cidade intelectual, se a ideia é potencializar o castelo, ele servirá como moeda de troca nesse objectivo. A história só tem interesse se existir futuro, dito isto, será importante numa lógica bipartida de receber o que se dá. O que proponho é que o espaço seja dinamizado de forma permanente e planeada, como local de e onde, se possa divulgar toda a história que se vai escrevendo no dia a dia dos Leirienses e dos que habitam a cidade em part-time, os poetas, os músicos, os pintores, os escritores, os críticos, etc, etc, etc. A sala de espectáculos sobe uns degraus e fica disponível para todos, de uma forma partilhada e onde a coexistência de culturas seja efectuada interdisciplinarmente sem disciplina. Um conceito de um Centro Cultura Medieval permanente e com transmissão  intergeracional da cultura permanentemente activa.


Um local do futuro não precisa de meios para ter futuro, os meios servem os fins. Só vamos onde pretendemos ir e, se queremos ir à lua não é necessário uma escada, mas sim um sonho/ objectivo. Criamos o objectivo e temos o sonho/ teleférico.


CENTRO HISTÓRICO LEIRIA.

quarta-feira, 14 de março de 2012

PLANO CEGO DA VISÃO

A experiência de participar no desenho e na condução estratégica de uma cidade inovadora é um desafio alucinante e extrapolar. Esse desafio está somente ao alcance de quem vê um ecossistema bipolar. As cidades de sucesso à escala internacional têm níveis de competitividade nos seus territórios urbanos, o talento, a inovação, a conectividade e o autentico são áreas dimensionais de sucesso, que importa importar para Leiria.Verifico que a nossa cidade necessita interpretar os novos desafios e produzir visões, estratégias e lideranças que resulte numa capacidade real de atrair residentes, estudantes, turistas, talentos, empresas, eventos, instituições e capital. A esta caldeirada de fatos dinamizadores teremos que juntar sem prejuízo da importância, a qualidade dos espaços públicos requalificado e adaptado às novas exigências dos atores urbanos. A nova realidade da cidade do futuro é um espaço multi-dimensional de elevada qualidade, onde acontece muito e depressa, quer na procura quer na oferta. Essa será a cidade que criará problemas mas também as soluções. A certeza da concentração de capitais humanos fruto das escolas superiores existentes, criando um nicho social mais elevado, democrático, cultural, ambiental, tecnológico e financeiramente mais forte dá à cidade a responsabilidade de ser a chave da liberdade e não da libertinagem. Esta é a solução - um conceito na base da competitividade inovadora e sustentável. Três leituras, três caminhos, as tendências integradas, os desafios contíguos ou subjacentes e a construção do conceito de cidade XXI.
Continua....

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA.

terça-feira, 13 de março de 2012

A alternativa à cidade é uma cidade melhor

A única alternativa à cidade é uma cidade melhor. Este é o caminho para Leiria e que citando um discurso de Barack Obama na conferência de Mayors em 2008, ".... precisamos de parar de ver as nossas cidades como um problema e começar a vê-las como a solução. Cidades fortes são os blocos de construção de regiões fortes e regiões fortes são essenciais para uma América forte."
Leiria de uma forma ou de outra é o catalisador do crescimento e da evolução da região, mas face a um globo em mutação, nas suas dinâmicas sociais, económicas e ambientais, não existe espaço para a passividade. O futuro de Leiria está na proactividade e na interactividade. Leiria tem que ter um desígnio de cidade tangível.
Neste novo contexto insere-se o Centro Cívico que em breve será inaugurado no centro histórico. O bloco terá que servir para construir uma cidade melhor e uma sociedade menos desigual. Teremos que ser o arquitecto do futuro com a visão para lá do muro.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA 

Reconhecimento público

Sempre que percorremos o caminho certo, o reconhecimento é dado sem que para isso seja necessário deixar de ser assertivo, quer na forma quer no conteúdo.



CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sábado, 11 de fevereiro de 2012

QUEM NÃO GOSTARIA!

Quem não gostaria de viver na cidade eleita pelos especialistas em mobilidade do Instituto Superior Técnico (  IST ) como sendo a que tem maior acessibilidade pedonal, melhores serviços de transporte públicos e serviços? Quem não gostaria de residir na cidade eleita pelos moradores como aquela que onde se circula com maior segurança e onde se usufrui da oferta mais rica ao nível de comércio? Todos concerteza, refiro-me ao centro histórico de Leiria. Se estes argumentos são suficientes para lhe despertar a curiosidade e já pensa meter-se ao caminho para descobrir essa cidade dentro da urbe urbana de Leiria, ok venha.

Temos tudo isso em Leiria, mas existem diferenças enormes entre nós e os outros. Nós temos os outros pretendem ter. A necessidade de criar o veículo que faça ter, já está a ser desenvolvido e, dentro em breve teremos novidades.

CENTRO HISTÓRICO DE LEIRIA

Workshop - Ponferrada - Espanha


No passado dia 27 de janeiro estive presente num workshop em Ponferrada e o tema foi " Comércio local em cidades médias: que futuro? " . 

Nesse encontro, organizado pelo IERU- Instituto de Estudos Regionais e Urbanos da U. de Coimbra e pelo Município de Ponferrada - Espanha, o tema central foi  “ O comércio local, fragilidades e oportunidades para um futuro” . 

Com a participação de vários autarcas portugueses (sinal que este tema preocupa os principais gestores das cidades portuguesas) e espanhóis, o dia de trabalho foi intenso e muito enriquecedor tendo oferecido aos participantes um conjunto de ideias que importa trabalhar num futuro a curto prazo.

Se existem municípios que, levando já um avanço significativo na modernização dos espaços público e na utilização das novas tecnologias para o desenvolvimento de sinergias entre o poder político e as associações empresariais locais, estes confessaram que os passos dados eram insuficiente para os objetivos delineados, o que poderemos dizer nós que nada fizemos nesse campo ?.

O n/ projeto ( Acilis e CMLeiria ), apresentado de forma brilhante pelo Sr. Vereador António Martinho, vereador da C.M.Leiria, tinha todos os condimentos necessários para um debate sério e que ia ao encontro das preocupações gerais, preocupações que vão ao encontro do sucesso das cidades do século XXI. E  que as cidades que se querem competitivas têm que percorrer sob pena de ficaram irremediavelmente para trás.

Foram 5 os pontos apresentados como fatores de dinamização das cidades modernas - Reabilitação do edificado, gestão empresarial com inovação, associativismo forte, marketing estratégico comum e reabilitação dos espaços públicos como medidas da singularidade  da  competitividade e  atractividade para uma economia local forte. 

Se todos os esforços públicos e privados convergirem no mesmo sentido, estes serão os pontos de trabalho a desenvolver e a implementar nas nossas cidades para um comércio com futuro, sendo que o crescimento das cidades está intimamente ligado ao comércio, um setor da economia que não só é o pilar da vida em sociedade, mas o motor da finança local e da sustentabilidade da cidade como a conhecemos. 

Mas, importa antes de tudo ter consciência que o substantivo é maior que o adjectivo, logo importa trabalhar o essencial e não o supérfluo. 


Exista essa vontade e consciência nos atores políticos, porque o que as cidades precisam é diferente do que " nós " oferecemos, a diferença entre a necessidade e a oferta é o oxigénio puro da viabilidade desse ser  mecânico e mutante, a diferença de levar gente substancialmente diferente de ter gente na cidade. Enfim a diferença entre o ter o e ser.
Assim como é diferente a cópia do original, o que hoje  temos é muitos atores copias a tentarem ser originais.
O futuro passa pela cidade viva e não pela cidade com vida.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

domingo, 15 de janeiro de 2012

A ESTRATÉGIA O CAMINHO, A UNIÃO O VEÍCULO.

 
À consideração da cidade.




Numa época delicada e com graves debilidades presentes na nossa sociedade, onde predomina a insegurança social e as dificuldades de crescimento dos agentes económicos, estando nós empresários e comerciantes fortemente expostos a essa realidade, é necessário ideias novas e arrojadas para vencer este desafio que se apresenta à partida complexo, pelo que é necessário desenvolver uma estratégia urbana.

Assim o objectivo é dinamizar e desenvolver politicas que levem ao crescimento económico e social o concelho com uma postura de acção séria e de responsabilização de todos os actores.

E, é com esta vontade firme e decidida que me atrevo a dirigir a V. Ex as., para que em conjunto possamos fazer crescer Leiria e a ajudar a resolver os problemas quer dos empresários quer da própria cidade, porque sem esta união de cooperação, ambos estão condenados ao fracasso e à perca de identidade de uma região.

A minha linha de orientação é simples e assenta na solidariedade, entreajuda, lealdade e cumplicidade entre todas as instituições do concelho de Leiria.

Assim proponho a V. Ex as. As minhas ideias bases para ajudar Leiria e os seus empresários.

1 - Criação e desenvolvimento de mais zonas pedonais, ao encontro do projecto Eco-Leiria.

2 – Fecho de ruas ao trânsito no horário entre as 11h00 e as 08h00 do dia seguinte, nomeadamente a Rua Barão de Viamonte, sendo que o período da manhã seria para cargas e descargas regulamentadas.

3 – Criação e dinamização de zonas de laser no centro histórico, aproveitando o Mix ali existente, Arquivo Distrital, Biblioteca Municipal, Monumentos religiosos, casa do Eça Queiroz, Centro Cívico e museus (aproveitar e criar o Museu Eça Queiroz), aumentado assim o nº de visitantes e o aumento da duração da visita dos mesmos (time use).

4 – Regular o estacionamento e criar mais zonas de estacionamento para moradores, a criação de novos lugares de estacionamento para moradores no Terreiro e no Largo da Rua João de Deus (largo da antiga sede da UDLeiria) seriam dois locais a serem criados no imediato.

5 – Desenvolver politicas de reabilitação urbana entre a C.M. Leiria e os privados e divulgando junto da comunidade as políticas de incentivos entretanto criadas pela Jessica Holding Portugal.

6 – Juntamente com esta acção informativa, criar uma Bolsa de oportunidades entre os proprietários e os investidores para a reabilitação do edificado do CHLeiria, tendo como parceiro a C.M. Leiria para planear e ajustar os processos em conjunto, sendo que se evitava o desgaste burocrático e muitas vezes a falta de informação a que leva à desistência dos projectos ainda na fase embrionária. Criação de mecanismos de comunicação simples e rápidos entre a C.M. Leiria e os investidores, a criação de uma a Loja da Reabilitação do Centro Histórico seria mais uma ancora para o sucesso, sendo que a sua implementação na zona seria um sinal claro, não só da vontade e disponibilidade dos técnicos mas também da proximidade da autarquia com a realidade.

7 – Criação de um " cartão Comerciante " para ajudar o comerciante a desenvolver a sua actividade económica e a incentivar potenciais comerciantes a implementarem novas actividades no centro histórico, tendo como principio de base a regulação do espaço publico e a dinamização e responsabilização das normas de socialização.

8 – Criação de um protocolo de avença mensal entre os moradores e a C.M. Leiria para a utilização dos parques municipais (Mercado Santana e Fonte Quente), libertando assim os lugares de estacionamento disponíveis para os visitantes do CHLeiria. Estes parques seriam exclusivamente para os moradores do CHLeiria com o objectivo de retirar das ruas o estacionamento abusivo.

9 – Reestruturação da politica de estacionamento à superfície, sendo que a ½ hora deveria ter um preço muito competitivo e as seguintes taxadas com valores mais elevados, criando assim uma maior rotatividade no estacionamento. Ao mesmo tempo dar à explorar os lugares existentes na Av. Cidade de Marínga e Rua Mouzinho de Albuquerque (em frente ao supermercado Ulmar) e o parque de estacionamento entre o Centro Associativo e o Rio Lis. O total de lugares disponíveis para negociar é cerca de 550 lugares.

10 – Implementação da Loja do Cidadão no edifico do Turismo (visto que o governo central irá realizar a fusão deste organismo e a sua deslocalização para outra cidade). O local do actual edifício contempla todas as necessidades necessárias para o sucesso do projecto de candidatura, assim como o edifício tem as características ideais e seria a sua candidatura objecto unânime entre todos os actores políticos neste processo. A deslocalização de um posto de turismo de apoio à divulgação dos locais existentes em Leiria para o CHLeiria, nomeadamente para o centro Cívico ou em alternativa para antiga casa da sede das finanças localizada no terreiro ou numa acção de arrojo politico para a antiga farmácia Lino (local que se encontra à venda).

11 – Com a implementação deste espaço de apoio ao turismo no CHLeiria, criar um passaporte cultural em colaboração com os comerciante de Leiria, fundamental para potencializar o turismo interno e desenvolver uma cultura de paixão entre o cidadão e a sua cidade e os seus locais culturais e por outro lado fidelizar o cliente ao centro da cidade e ao seu comercio de proximidade, o comercio tradicional.

12 – Legalização dos espaços nocturnos e desenvolver uma aposta forte num nicho de mercado de qualidade na área da restauração no centro histórico e com esta aposta criar uma ementa gastronómica assim como a criação de um roteiro para divulgar a região alem fronteiras. A criação de uma frente ribeirinha junto à ponte Euro 2004, para a deslocalização da oferta nocturna que satisfaça as necessidades do universo académico existente na cidade, acção que irá permitir o crescimento económico dos empresários existentes no centro histórico, sendo essa zona nova para a deslocalização dos empresários existentes e não para a criação de novos empresários. Essa deslocalização resolveria o problema hoje existente no centro histórico de Leiria, nomeadamente o do ruído e a desordem pública que está a colocar em causa a sustentabilidade social da própria cidade e a falência dos empresários da restauração. Esta politica de deslocação será fundamental para o renascimento socioeconómico de Leiria.

13 – A aposta e implementação da medida anterior levará os investidores a apostar na requalificação dos edifícios habitacionais e irá potencializar o mercado do arrendamento a jovens casais tão necessário para o crescimento do equilíbrio e integração entre as diversas gerações leirienses que irão fazer do centro da cidade o seu ambiente residencial.

14 – Criação de uma dinâmica de eventos anuais de carácter nacional e integra-los com os já existentes, que tiveram a coragem de inovar, sendo que ambos deveriam ter como limite no imediato o conceito da nacionalização, não se limitando à fronteira da concelho, mas ter a génese de ir mais alem. Com esta acção de dinamização dos novos géneros culturais e bipolares geracionais, a inovação cultural seria interligada com os cultos histórico (ranchos, filarmónicas, coros, grupos de teatro amadores, etc.), aproveitando o mix existente na cidade de Leiria. Esse Mix cultural existente teria um lugar de destaque e permanente na vida cultural da cidade e a sua convivência seria potenciada pelo comércio numa lógica de cultura-económica sustentada pelos diversos agentes económicos do concelho.

15 – Aproveitamento do mercado universitário para dinamizar economicamente o CHLeiria, quer no arrendamento a jovens estudantes, quer na fidelização dos jovens ao comércio tradicional ali existente e de excelente qualidade.

16 – Identificação e aproveitamento de edifícios devolutos para dinamizar o StreetArte, pintura de fachadas por jovens artistas, embelezando e dando cor às ruas do CHLeiria e ao mesmo tempo fazendo dos edifícios um pólo de atracção turístico.

17 – Como o espaço urbano é o espelho da alma de quem o habita, propomos o rápido aproveitamento dos espaços verdes existentes no Rossio de Leiria (em frente ao Banco de Portugal), sendo que no caso de dificuldades financeiras da autarquia, deveria a mesma ter a dinâmica de " vender " os espaços verdes ali existentes a empresas que se responsabilizarão na recuperação dos mesmos, ou seja o naming do espaços (cedência/ venda do nome do espaço) seria cedido a empresas ou marcas do concelho. Aliás, esta politica poderia ser seguida também na zona das margens do rio Lis e rotundas para os espaços verdes, numa época onde a missão social das empresas começa a ser uma forma de diferenciação das mesmas na sociedade contemporânea.

18 – Criação e colocação de sinalética “ Centro Histórico Leiria “, “ Castelo de Leiria “, “ Mimo “ etc., com a participação das empresas do concelho de Leiria com a venda do naming, a ser colocado na placa com a sinalética, sendo estas uniformizadas.

19 – Criação de ilhas (1 lugar de estacionamento) para ser utilizado pelos comerciantes e clientes para cargas e descargas, com a duração máxima de 10m. Nas zonas: Av. Heróis de Angola, Marques de Pombal e no CHLeiria. A utilização dada pelos utilizador seria para recolha os bens adquiridos e não para os adquirir, depois de efectuadas as compras o cliente poderia utilizar essas ilhas para levantar na loja as suas compras, tendo como prova o talão de compra no caso de fiscalização por parte da PSP. A utilização destas ilhas pelos comerciantes seria para cargas e descargas também com a duração de 10m.

20 – Forte reforço da iluminação pública, quer através do melhoramento da rede pública quer na implementação de uma medida contemporânea com a utilização dos reclames luminosos para um complemento à iluminação publica, porque os mesmo além de identificarem os espaços comerciais oferecem luz grátis à via publica, a exemplo do que se faz nas grandes cidades anglo-saxónicas. Assim a proposta da flexibilização dos licenciamentos e um regulamento mais claro e acessível seria o caminho, sendo que deveria a câmara fiscalizar os existentes e promover a sua legalização e não a contra-ordenação numa primeira fase.

21- Com estas directrizes seria criada uma politica de rentabilização do reclame, que criaria um novo slogan “ Uma Luz um policia “ um conceito. O conceito do comércio identificado público seguro, cria também ele um grau de socialização elevado.

22 - Uma cidade com mobilidade é uma cidade com futuro e para isso será fundamental a mobilidade dentro da urbe, assim o lançamento de duas carreiras do Mobilis com um percurso curto, que permita o acesso aos locais estruturais da vida económica da cidade, finanças, câmara municipal, tribunais, segurança social, zona comercial da baixa, tendo como partida e chegada o parque de estacionamento do estádio municipal. Essas carreiras deveriam ter um baixo custo, para que o produto fosse vendável, logo rentável para a exploração. Esta medida irá permitir a deslocalização do público de forma rápida sendo que a linha do percurso a percorrer será a chamada linha de cintura interna.

A minha cumplicidade é ajudar/ propondo, não a critica ou imposição de vontades, defender os empresários é defender Leiria e tenho a firme convicção que é esse o caminho escolhido para o sucesso de Leiria, quer seja hoje ou num futuro próximo e convicto que as enormes dificuldades económicas que hoje a autarquia enfrenta assim como os empresários, só poderão ser vencidas com a vontade e criatividade de todos, porque todos somos poucos, mas a abertura da gestão ao conceito dos 4E mais o P de paixão será fundamental para uma gestão de sucesso e o afirmar de uma região que se deverá afirmar sempre pela positiva e com uma energia positiva.

Hoje, o futuro mais do que nunca exige a criatividade e um discurso positivo, analisar o passado, corrigindo o presente para obter um futuro positivo para todos está ao alcance somente dos que partilham a humildade da união e a vontade de fazer responsavelmente diferente.

Luís Ferreira

sábado, 7 de janeiro de 2012

DRESSING ROOM

Com uma loja na Praça Rodrigues Lobo a empresa Dressing Room foi nomeada para o Prémio Mercúrio, numa iniciativa da empresa Impresa, proprietária do Jornal Expresso/ SIC. Esta empresa foi nomeada na categoria - Comercio não Alimentar. A nível nacional foram somente nomeadas 5 empresas para esta categoria. Um sinal de vitalidade e de arrojo numa conjuntura que precisa de lideres com 4 + E, uma qualidade vital para o sucesso dos negócios segundo o gestor norte americano Jack Welch, a Energia positiva, a capacidade de Estimular, o Edge ( risco ) de decidir arriscar e por fim Executar, essa capacidade cada vez mais rara num Líder.

É essa força positiva que o centro histórico precisa e do estimulo do empreendorismo, o risco de estar no centro começa a dar frutos e a capacidade de executar é necessária para obtermos mais e melhor qualidade no centro histórico.

Parabéns e votos de sucesso.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Alterações ao trânsito na Rua Direita

No dia 9 de janeiro terão início os trabalhos de contenção das fachadas e cobertura de edifício situado na Rua Barão de Viamonte, entre a Rua Pedro Álvares Cabral e a Rua do Pelourinho, que se encontra em avançado estado de degradação.
Para a realização das obras, com a duração prevista de 60 dias, será necessário encerrar o trânsito automóvel na zona da obra. A intervenção tem como objetivo apenas a remoção de elementos que possam cair para a via pública, nomeadamente telhas, partes das caleiras e reboco, e garantir a estabilidade das paredes exteriores do edifício, para que seja salvaguardada qualquer possibilidade de acidente que atinja pessoas e bens.
De forma a garantir a necessária segurança dos residentes e demais utentes da zona em questão, os veículos autorizados que circulem na Rua Barão de Viamonte serão canalizados para o Largo 5 de Outubro de 1910 através do eixo Rua Rodrigues Cordeiro - Praça Rodrigues Lobo.
Não será permitida circulação automóvel no troço da Rua Barão de Viamonte situado entre o Centro Cívico e a obra que será iniciada, assim como na Rua Miguel Bombarda e na Rua Afonso de Albuquerque, dado que as obras do Centro Cívico não permitem ainda a passagem de viaturas no local e as características físicas dos arruamentos não permitem suportar os dois sentidos.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quem é afinal o Centro Histórico.

Muito se tem falado sobre o Centro Histórico de Leiria, é hoje uma moda, ou por alguém que é  a favor ou  contra ou porque sim e o outro não, fala-se muito, mas fala-se do que não se conhece ou só porque sim, porque é moda e fica bem.
Segundo um estudo publicado em 2008 por um docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, estes chegaram a esta conclusão sobre os centros históricos:

Aspectos negativos dos CH -

- As cidades, devido a várias transformações que têm ocorrido ao longo dos anos, deixaram para trás funções sociais e económicas importantes, que se devem à moda que se generalizou À volta dos centros históricos.

- Os centros históricos originam riscos, porque expulsam idosos e classes sociais mais modestas. Quando se encontram em crise os centros históricos, as classes medias acabam por os abandonar, ficando só aqueles que não têm alternativa.

- Há centros históricos que foram esquecidos, mas depois relembrados e sujeitos a uma função diferente que aquela que tinham anteriormente. assim, em alguns casos os centros históricos são vistos como um entrave ao desenvolvimento e à mudança.

- Durante a noite verifica-se uma maior desertificação, excepto nos centros que se tornaram centros de actividades nocturnas. Isto gera um crescente clima de insegurança.

- Os centros históricos têm uma zona habitacional mais degradada.

-  As ruelas estreitas e a anarquia em termos de estacionamento dificultam as situações de emergência.

- Os prédios abandonados são frequentemente ocupados pelos sem-abrigo o que pode causar incêndios por negligência.

Aspectos positivos:

- A maior consequência perante esta situação é a sustentabilidade que junta a função e a tradição dos centros históricos. Através desta unificação assegura um maior poder financeiro, ecológico e gestionário.

- Durante o dia os centros históricos são repletos de vida. Os habitantes da cidade põem em prática as suas actividades, convívio com o outro e os turistas sedentos de fotografias e recordações culturais que podem guardar para a posterioridade. Neste aspecto temos que salientar que a faixa etária abrangente é idosa.

- A higienizarçãoo dos centros históricos passa pela consciencialização da sociedade. Há uma maior preocupação com as condições de vida dos habitantes dos centros históricos.

- Os centros históricos são espaços óptimos para festas, manifestações recreativas e culturais, entre outras dinâmicas de laser.

- Actualmente os centros históricos tentam afirmar-se como identidades capazes de converter o passado em elemento renovador. Se por um lado atribui identidade ao centro histórico, é também o passado que mostra a importância do desenvolvimento no presente e o impulsiona para o futuro.

Para se poder ter noção e a importância da falta de higiene que a degradação social dos centros histórico está a atingir, existem já municípios que estão a derramar lixívia para afugentar os toxicodependentes, visto que este produto simboliza a pureza e esta medida é para o uso dos locais como dormitório e local de casa de banho.

Assim e com base nestes estudos importa pois dimensionar a nossa ambição social.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

ESTRATÉGIA CENTRO HISTÓRICO LEIRIA 2020

Muito se tem falado do CHLeiria ao longo das ultimas décadas e pouco ou quase nada se executa e planeia para a sua recuperação.

O CHLeiria é sem sombra de duvida um palco cada vez mais isolado e mal amado neste teatro que é a cidade de Leiria e à semelhança da sociedade, pouco estruturada e sem rumo que a habita e que só vive de aparências e à custa do sonho do euro ( que acabou num pesadelo ), está também ele perdido e sem futuro garantido.

Essa mesma sociedade que  ainda hoje ainda não percebeu que o segredo e a importância de " ser  " está dentro dela e não fora dela. O mesmo acontece com o CHLeiria, o segredo para a reabilitação é ter uma estratégia, embora possa ser sempre discutível a sua origem ou a forma como é estruturada e implementada, mas o que importa é ter uma estratégia, logo ter e não parecer.

Uma estratégia que devia ser elaborada pelo poder politico e em conjunto com os vários parceiros económicos e  sociais, com especial destaque para as associações empresariais mais representativas do concelho de Leiria, a Acilis e o Nerlei e com a participação do IPL, pela importância que esta instituição teve e tem, para o forte desenvolvimento e crescimento de Leiria enquanto cidade académica.

Uma estratégia que tenha como base a fomentação e incrementação de novos hábitos habitacionais, pois se a crise é uma certeza, vamos tirar partido dela e desenvolver politicas para fazer crescer o mercado do arrendamento  de várias tipologias no centro da cidade, como forma de a reestruturar e a preencher com a matéria necessária ao seu sustento, o homem social.

Uma certeza já nós temos, esta crise criou uma nova sociedade e com novas necessidades primárias para a sua sobrevivencia das quais destaco a habitação, a mobilidade e acessibilidade.

A habitação, porque ao longo dos últimos anos o modelo cultural existente levou muitas pessoas a adquirir casa, julgando  que seriam suas num futuro próximo, com a ajuda de um marketing forte e desenvolvido pelo bancos e  muito agressivo e outro fator também importante, a questão cultural, muito enraizada em Portugal a cultura da posse.

Mobilidade porque hoje estamos no sitio Y e amanha no sitio X, num novo paradigma chamado globalização económico/financeira que não tem a sua base de sustentabilidade na partilha mas sim no individuo. Uma sociedade que se está a desenvolver com um novo conceito de família, o eu por troco do nós.
A manutenção da atual população terá impato na absorção da habitação, assim como a diminuição da dimensão média do agregado e a sua diversificação ou seja famílias de uma só pessoa. Os divórcios são outra cauda do crescimento de famílias monoparentais logo uma nova emigração social, que cria uma mobilidade crescente e imprevista da nova sociedade.

Acessibilidade, uma nova necessidade social, o acesso a baixo custo ou seja estar perto dos centros que possam preencher as necessidades  mais básicas ao bem estar social e psíquico do homem.

Estas serão as três linhas estruturais para desenvolver um plano tatico.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA