domingo, 15 de janeiro de 2012

A ESTRATÉGIA O CAMINHO, A UNIÃO O VEÍCULO.

 
À consideração da cidade.




Numa época delicada e com graves debilidades presentes na nossa sociedade, onde predomina a insegurança social e as dificuldades de crescimento dos agentes económicos, estando nós empresários e comerciantes fortemente expostos a essa realidade, é necessário ideias novas e arrojadas para vencer este desafio que se apresenta à partida complexo, pelo que é necessário desenvolver uma estratégia urbana.

Assim o objectivo é dinamizar e desenvolver politicas que levem ao crescimento económico e social o concelho com uma postura de acção séria e de responsabilização de todos os actores.

E, é com esta vontade firme e decidida que me atrevo a dirigir a V. Ex as., para que em conjunto possamos fazer crescer Leiria e a ajudar a resolver os problemas quer dos empresários quer da própria cidade, porque sem esta união de cooperação, ambos estão condenados ao fracasso e à perca de identidade de uma região.

A minha linha de orientação é simples e assenta na solidariedade, entreajuda, lealdade e cumplicidade entre todas as instituições do concelho de Leiria.

Assim proponho a V. Ex as. As minhas ideias bases para ajudar Leiria e os seus empresários.

1 - Criação e desenvolvimento de mais zonas pedonais, ao encontro do projecto Eco-Leiria.

2 – Fecho de ruas ao trânsito no horário entre as 11h00 e as 08h00 do dia seguinte, nomeadamente a Rua Barão de Viamonte, sendo que o período da manhã seria para cargas e descargas regulamentadas.

3 – Criação e dinamização de zonas de laser no centro histórico, aproveitando o Mix ali existente, Arquivo Distrital, Biblioteca Municipal, Monumentos religiosos, casa do Eça Queiroz, Centro Cívico e museus (aproveitar e criar o Museu Eça Queiroz), aumentado assim o nº de visitantes e o aumento da duração da visita dos mesmos (time use).

4 – Regular o estacionamento e criar mais zonas de estacionamento para moradores, a criação de novos lugares de estacionamento para moradores no Terreiro e no Largo da Rua João de Deus (largo da antiga sede da UDLeiria) seriam dois locais a serem criados no imediato.

5 – Desenvolver politicas de reabilitação urbana entre a C.M. Leiria e os privados e divulgando junto da comunidade as políticas de incentivos entretanto criadas pela Jessica Holding Portugal.

6 – Juntamente com esta acção informativa, criar uma Bolsa de oportunidades entre os proprietários e os investidores para a reabilitação do edificado do CHLeiria, tendo como parceiro a C.M. Leiria para planear e ajustar os processos em conjunto, sendo que se evitava o desgaste burocrático e muitas vezes a falta de informação a que leva à desistência dos projectos ainda na fase embrionária. Criação de mecanismos de comunicação simples e rápidos entre a C.M. Leiria e os investidores, a criação de uma a Loja da Reabilitação do Centro Histórico seria mais uma ancora para o sucesso, sendo que a sua implementação na zona seria um sinal claro, não só da vontade e disponibilidade dos técnicos mas também da proximidade da autarquia com a realidade.

7 – Criação de um " cartão Comerciante " para ajudar o comerciante a desenvolver a sua actividade económica e a incentivar potenciais comerciantes a implementarem novas actividades no centro histórico, tendo como principio de base a regulação do espaço publico e a dinamização e responsabilização das normas de socialização.

8 – Criação de um protocolo de avença mensal entre os moradores e a C.M. Leiria para a utilização dos parques municipais (Mercado Santana e Fonte Quente), libertando assim os lugares de estacionamento disponíveis para os visitantes do CHLeiria. Estes parques seriam exclusivamente para os moradores do CHLeiria com o objectivo de retirar das ruas o estacionamento abusivo.

9 – Reestruturação da politica de estacionamento à superfície, sendo que a ½ hora deveria ter um preço muito competitivo e as seguintes taxadas com valores mais elevados, criando assim uma maior rotatividade no estacionamento. Ao mesmo tempo dar à explorar os lugares existentes na Av. Cidade de Marínga e Rua Mouzinho de Albuquerque (em frente ao supermercado Ulmar) e o parque de estacionamento entre o Centro Associativo e o Rio Lis. O total de lugares disponíveis para negociar é cerca de 550 lugares.

10 – Implementação da Loja do Cidadão no edifico do Turismo (visto que o governo central irá realizar a fusão deste organismo e a sua deslocalização para outra cidade). O local do actual edifício contempla todas as necessidades necessárias para o sucesso do projecto de candidatura, assim como o edifício tem as características ideais e seria a sua candidatura objecto unânime entre todos os actores políticos neste processo. A deslocalização de um posto de turismo de apoio à divulgação dos locais existentes em Leiria para o CHLeiria, nomeadamente para o centro Cívico ou em alternativa para antiga casa da sede das finanças localizada no terreiro ou numa acção de arrojo politico para a antiga farmácia Lino (local que se encontra à venda).

11 – Com a implementação deste espaço de apoio ao turismo no CHLeiria, criar um passaporte cultural em colaboração com os comerciante de Leiria, fundamental para potencializar o turismo interno e desenvolver uma cultura de paixão entre o cidadão e a sua cidade e os seus locais culturais e por outro lado fidelizar o cliente ao centro da cidade e ao seu comercio de proximidade, o comercio tradicional.

12 – Legalização dos espaços nocturnos e desenvolver uma aposta forte num nicho de mercado de qualidade na área da restauração no centro histórico e com esta aposta criar uma ementa gastronómica assim como a criação de um roteiro para divulgar a região alem fronteiras. A criação de uma frente ribeirinha junto à ponte Euro 2004, para a deslocalização da oferta nocturna que satisfaça as necessidades do universo académico existente na cidade, acção que irá permitir o crescimento económico dos empresários existentes no centro histórico, sendo essa zona nova para a deslocalização dos empresários existentes e não para a criação de novos empresários. Essa deslocalização resolveria o problema hoje existente no centro histórico de Leiria, nomeadamente o do ruído e a desordem pública que está a colocar em causa a sustentabilidade social da própria cidade e a falência dos empresários da restauração. Esta politica de deslocação será fundamental para o renascimento socioeconómico de Leiria.

13 – A aposta e implementação da medida anterior levará os investidores a apostar na requalificação dos edifícios habitacionais e irá potencializar o mercado do arrendamento a jovens casais tão necessário para o crescimento do equilíbrio e integração entre as diversas gerações leirienses que irão fazer do centro da cidade o seu ambiente residencial.

14 – Criação de uma dinâmica de eventos anuais de carácter nacional e integra-los com os já existentes, que tiveram a coragem de inovar, sendo que ambos deveriam ter como limite no imediato o conceito da nacionalização, não se limitando à fronteira da concelho, mas ter a génese de ir mais alem. Com esta acção de dinamização dos novos géneros culturais e bipolares geracionais, a inovação cultural seria interligada com os cultos histórico (ranchos, filarmónicas, coros, grupos de teatro amadores, etc.), aproveitando o mix existente na cidade de Leiria. Esse Mix cultural existente teria um lugar de destaque e permanente na vida cultural da cidade e a sua convivência seria potenciada pelo comércio numa lógica de cultura-económica sustentada pelos diversos agentes económicos do concelho.

15 – Aproveitamento do mercado universitário para dinamizar economicamente o CHLeiria, quer no arrendamento a jovens estudantes, quer na fidelização dos jovens ao comércio tradicional ali existente e de excelente qualidade.

16 – Identificação e aproveitamento de edifícios devolutos para dinamizar o StreetArte, pintura de fachadas por jovens artistas, embelezando e dando cor às ruas do CHLeiria e ao mesmo tempo fazendo dos edifícios um pólo de atracção turístico.

17 – Como o espaço urbano é o espelho da alma de quem o habita, propomos o rápido aproveitamento dos espaços verdes existentes no Rossio de Leiria (em frente ao Banco de Portugal), sendo que no caso de dificuldades financeiras da autarquia, deveria a mesma ter a dinâmica de " vender " os espaços verdes ali existentes a empresas que se responsabilizarão na recuperação dos mesmos, ou seja o naming do espaços (cedência/ venda do nome do espaço) seria cedido a empresas ou marcas do concelho. Aliás, esta politica poderia ser seguida também na zona das margens do rio Lis e rotundas para os espaços verdes, numa época onde a missão social das empresas começa a ser uma forma de diferenciação das mesmas na sociedade contemporânea.

18 – Criação e colocação de sinalética “ Centro Histórico Leiria “, “ Castelo de Leiria “, “ Mimo “ etc., com a participação das empresas do concelho de Leiria com a venda do naming, a ser colocado na placa com a sinalética, sendo estas uniformizadas.

19 – Criação de ilhas (1 lugar de estacionamento) para ser utilizado pelos comerciantes e clientes para cargas e descargas, com a duração máxima de 10m. Nas zonas: Av. Heróis de Angola, Marques de Pombal e no CHLeiria. A utilização dada pelos utilizador seria para recolha os bens adquiridos e não para os adquirir, depois de efectuadas as compras o cliente poderia utilizar essas ilhas para levantar na loja as suas compras, tendo como prova o talão de compra no caso de fiscalização por parte da PSP. A utilização destas ilhas pelos comerciantes seria para cargas e descargas também com a duração de 10m.

20 – Forte reforço da iluminação pública, quer através do melhoramento da rede pública quer na implementação de uma medida contemporânea com a utilização dos reclames luminosos para um complemento à iluminação publica, porque os mesmo além de identificarem os espaços comerciais oferecem luz grátis à via publica, a exemplo do que se faz nas grandes cidades anglo-saxónicas. Assim a proposta da flexibilização dos licenciamentos e um regulamento mais claro e acessível seria o caminho, sendo que deveria a câmara fiscalizar os existentes e promover a sua legalização e não a contra-ordenação numa primeira fase.

21- Com estas directrizes seria criada uma politica de rentabilização do reclame, que criaria um novo slogan “ Uma Luz um policia “ um conceito. O conceito do comércio identificado público seguro, cria também ele um grau de socialização elevado.

22 - Uma cidade com mobilidade é uma cidade com futuro e para isso será fundamental a mobilidade dentro da urbe, assim o lançamento de duas carreiras do Mobilis com um percurso curto, que permita o acesso aos locais estruturais da vida económica da cidade, finanças, câmara municipal, tribunais, segurança social, zona comercial da baixa, tendo como partida e chegada o parque de estacionamento do estádio municipal. Essas carreiras deveriam ter um baixo custo, para que o produto fosse vendável, logo rentável para a exploração. Esta medida irá permitir a deslocalização do público de forma rápida sendo que a linha do percurso a percorrer será a chamada linha de cintura interna.

A minha cumplicidade é ajudar/ propondo, não a critica ou imposição de vontades, defender os empresários é defender Leiria e tenho a firme convicção que é esse o caminho escolhido para o sucesso de Leiria, quer seja hoje ou num futuro próximo e convicto que as enormes dificuldades económicas que hoje a autarquia enfrenta assim como os empresários, só poderão ser vencidas com a vontade e criatividade de todos, porque todos somos poucos, mas a abertura da gestão ao conceito dos 4E mais o P de paixão será fundamental para uma gestão de sucesso e o afirmar de uma região que se deverá afirmar sempre pela positiva e com uma energia positiva.

Hoje, o futuro mais do que nunca exige a criatividade e um discurso positivo, analisar o passado, corrigindo o presente para obter um futuro positivo para todos está ao alcance somente dos que partilham a humildade da união e a vontade de fazer responsavelmente diferente.

Luís Ferreira

sábado, 7 de janeiro de 2012

DRESSING ROOM

Com uma loja na Praça Rodrigues Lobo a empresa Dressing Room foi nomeada para o Prémio Mercúrio, numa iniciativa da empresa Impresa, proprietária do Jornal Expresso/ SIC. Esta empresa foi nomeada na categoria - Comercio não Alimentar. A nível nacional foram somente nomeadas 5 empresas para esta categoria. Um sinal de vitalidade e de arrojo numa conjuntura que precisa de lideres com 4 + E, uma qualidade vital para o sucesso dos negócios segundo o gestor norte americano Jack Welch, a Energia positiva, a capacidade de Estimular, o Edge ( risco ) de decidir arriscar e por fim Executar, essa capacidade cada vez mais rara num Líder.

É essa força positiva que o centro histórico precisa e do estimulo do empreendorismo, o risco de estar no centro começa a dar frutos e a capacidade de executar é necessária para obtermos mais e melhor qualidade no centro histórico.

Parabéns e votos de sucesso.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Alterações ao trânsito na Rua Direita

No dia 9 de janeiro terão início os trabalhos de contenção das fachadas e cobertura de edifício situado na Rua Barão de Viamonte, entre a Rua Pedro Álvares Cabral e a Rua do Pelourinho, que se encontra em avançado estado de degradação.
Para a realização das obras, com a duração prevista de 60 dias, será necessário encerrar o trânsito automóvel na zona da obra. A intervenção tem como objetivo apenas a remoção de elementos que possam cair para a via pública, nomeadamente telhas, partes das caleiras e reboco, e garantir a estabilidade das paredes exteriores do edifício, para que seja salvaguardada qualquer possibilidade de acidente que atinja pessoas e bens.
De forma a garantir a necessária segurança dos residentes e demais utentes da zona em questão, os veículos autorizados que circulem na Rua Barão de Viamonte serão canalizados para o Largo 5 de Outubro de 1910 através do eixo Rua Rodrigues Cordeiro - Praça Rodrigues Lobo.
Não será permitida circulação automóvel no troço da Rua Barão de Viamonte situado entre o Centro Cívico e a obra que será iniciada, assim como na Rua Miguel Bombarda e na Rua Afonso de Albuquerque, dado que as obras do Centro Cívico não permitem ainda a passagem de viaturas no local e as características físicas dos arruamentos não permitem suportar os dois sentidos.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quem é afinal o Centro Histórico.

Muito se tem falado sobre o Centro Histórico de Leiria, é hoje uma moda, ou por alguém que é  a favor ou  contra ou porque sim e o outro não, fala-se muito, mas fala-se do que não se conhece ou só porque sim, porque é moda e fica bem.
Segundo um estudo publicado em 2008 por um docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, estes chegaram a esta conclusão sobre os centros históricos:

Aspectos negativos dos CH -

- As cidades, devido a várias transformações que têm ocorrido ao longo dos anos, deixaram para trás funções sociais e económicas importantes, que se devem à moda que se generalizou À volta dos centros históricos.

- Os centros históricos originam riscos, porque expulsam idosos e classes sociais mais modestas. Quando se encontram em crise os centros históricos, as classes medias acabam por os abandonar, ficando só aqueles que não têm alternativa.

- Há centros históricos que foram esquecidos, mas depois relembrados e sujeitos a uma função diferente que aquela que tinham anteriormente. assim, em alguns casos os centros históricos são vistos como um entrave ao desenvolvimento e à mudança.

- Durante a noite verifica-se uma maior desertificação, excepto nos centros que se tornaram centros de actividades nocturnas. Isto gera um crescente clima de insegurança.

- Os centros históricos têm uma zona habitacional mais degradada.

-  As ruelas estreitas e a anarquia em termos de estacionamento dificultam as situações de emergência.

- Os prédios abandonados são frequentemente ocupados pelos sem-abrigo o que pode causar incêndios por negligência.

Aspectos positivos:

- A maior consequência perante esta situação é a sustentabilidade que junta a função e a tradição dos centros históricos. Através desta unificação assegura um maior poder financeiro, ecológico e gestionário.

- Durante o dia os centros históricos são repletos de vida. Os habitantes da cidade põem em prática as suas actividades, convívio com o outro e os turistas sedentos de fotografias e recordações culturais que podem guardar para a posterioridade. Neste aspecto temos que salientar que a faixa etária abrangente é idosa.

- A higienizarçãoo dos centros históricos passa pela consciencialização da sociedade. Há uma maior preocupação com as condições de vida dos habitantes dos centros históricos.

- Os centros históricos são espaços óptimos para festas, manifestações recreativas e culturais, entre outras dinâmicas de laser.

- Actualmente os centros históricos tentam afirmar-se como identidades capazes de converter o passado em elemento renovador. Se por um lado atribui identidade ao centro histórico, é também o passado que mostra a importância do desenvolvimento no presente e o impulsiona para o futuro.

Para se poder ter noção e a importância da falta de higiene que a degradação social dos centros histórico está a atingir, existem já municípios que estão a derramar lixívia para afugentar os toxicodependentes, visto que este produto simboliza a pureza e esta medida é para o uso dos locais como dormitório e local de casa de banho.

Assim e com base nestes estudos importa pois dimensionar a nossa ambição social.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

ESTRATÉGIA CENTRO HISTÓRICO LEIRIA 2020

Muito se tem falado do CHLeiria ao longo das ultimas décadas e pouco ou quase nada se executa e planeia para a sua recuperação.

O CHLeiria é sem sombra de duvida um palco cada vez mais isolado e mal amado neste teatro que é a cidade de Leiria e à semelhança da sociedade, pouco estruturada e sem rumo que a habita e que só vive de aparências e à custa do sonho do euro ( que acabou num pesadelo ), está também ele perdido e sem futuro garantido.

Essa mesma sociedade que  ainda hoje ainda não percebeu que o segredo e a importância de " ser  " está dentro dela e não fora dela. O mesmo acontece com o CHLeiria, o segredo para a reabilitação é ter uma estratégia, embora possa ser sempre discutível a sua origem ou a forma como é estruturada e implementada, mas o que importa é ter uma estratégia, logo ter e não parecer.

Uma estratégia que devia ser elaborada pelo poder politico e em conjunto com os vários parceiros económicos e  sociais, com especial destaque para as associações empresariais mais representativas do concelho de Leiria, a Acilis e o Nerlei e com a participação do IPL, pela importância que esta instituição teve e tem, para o forte desenvolvimento e crescimento de Leiria enquanto cidade académica.

Uma estratégia que tenha como base a fomentação e incrementação de novos hábitos habitacionais, pois se a crise é uma certeza, vamos tirar partido dela e desenvolver politicas para fazer crescer o mercado do arrendamento  de várias tipologias no centro da cidade, como forma de a reestruturar e a preencher com a matéria necessária ao seu sustento, o homem social.

Uma certeza já nós temos, esta crise criou uma nova sociedade e com novas necessidades primárias para a sua sobrevivencia das quais destaco a habitação, a mobilidade e acessibilidade.

A habitação, porque ao longo dos últimos anos o modelo cultural existente levou muitas pessoas a adquirir casa, julgando  que seriam suas num futuro próximo, com a ajuda de um marketing forte e desenvolvido pelo bancos e  muito agressivo e outro fator também importante, a questão cultural, muito enraizada em Portugal a cultura da posse.

Mobilidade porque hoje estamos no sitio Y e amanha no sitio X, num novo paradigma chamado globalização económico/financeira que não tem a sua base de sustentabilidade na partilha mas sim no individuo. Uma sociedade que se está a desenvolver com um novo conceito de família, o eu por troco do nós.
A manutenção da atual população terá impato na absorção da habitação, assim como a diminuição da dimensão média do agregado e a sua diversificação ou seja famílias de uma só pessoa. Os divórcios são outra cauda do crescimento de famílias monoparentais logo uma nova emigração social, que cria uma mobilidade crescente e imprevista da nova sociedade.

Acessibilidade, uma nova necessidade social, o acesso a baixo custo ou seja estar perto dos centros que possam preencher as necessidades  mais básicas ao bem estar social e psíquico do homem.

Estas serão as três linhas estruturais para desenvolver um plano tatico.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA