Muito se tem falado do CHLeiria ao longo das ultimas décadas e pouco ou quase nada se executa e planeia para a sua recuperação.
O CHLeiria é sem sombra de duvida um palco cada vez mais isolado e mal amado neste teatro que é a cidade de Leiria e à semelhança da sociedade, pouco estruturada e sem rumo que a habita e que só vive de aparências e à custa do sonho do euro ( que acabou num pesadelo ), está também ele perdido e sem futuro garantido.
Essa mesma sociedade que ainda hoje ainda não percebeu que o segredo e a importância de " ser " está dentro dela e não fora dela. O mesmo acontece com o CHLeiria, o segredo para a reabilitação é ter uma estratégia, embora possa ser sempre discutível a sua origem ou a forma como é estruturada e implementada, mas o que importa é ter uma estratégia, logo ter e não parecer.
Uma estratégia que devia ser elaborada pelo poder politico e em conjunto com os vários parceiros económicos e sociais, com especial destaque para as associações empresariais mais representativas do concelho de Leiria, a Acilis e o Nerlei e com a participação do IPL, pela importância que esta instituição teve e tem, para o forte desenvolvimento e crescimento de Leiria enquanto cidade académica.
Uma estratégia que tenha como base a fomentação e incrementação de novos hábitos habitacionais, pois se a crise é uma certeza, vamos tirar partido dela e desenvolver politicas para fazer crescer o mercado do arrendamento de várias tipologias no centro da cidade, como forma de a reestruturar e a preencher com a matéria necessária ao seu sustento, o homem social.
Uma certeza já nós temos, esta crise criou uma nova sociedade e com novas necessidades primárias para a sua sobrevivencia das quais destaco a habitação, a mobilidade e acessibilidade.
A habitação, porque ao longo dos últimos anos o modelo cultural existente levou muitas pessoas a adquirir casa, julgando que seriam suas num futuro próximo, com a ajuda de um marketing forte e desenvolvido pelo bancos e muito agressivo e outro fator também importante, a questão cultural, muito enraizada em Portugal a cultura da posse.
Mobilidade porque hoje estamos no sitio Y e amanha no sitio X, num novo paradigma chamado globalização económico/financeira que não tem a sua base de sustentabilidade na partilha mas sim no individuo. Uma sociedade que se está a desenvolver com um novo conceito de família, o eu por troco do nós.
A manutenção da atual população terá impato na absorção da habitação, assim como a diminuição da dimensão média do agregado e a sua diversificação ou seja famílias de uma só pessoa. Os divórcios são outra cauda do crescimento de famílias monoparentais logo uma nova emigração social, que cria uma mobilidade crescente e imprevista da nova sociedade.
Acessibilidade, uma nova necessidade social, o acesso a baixo custo ou seja estar perto dos centros que possam preencher as necessidades mais básicas ao bem estar social e psíquico do homem.
Estas serão as três linhas estruturais para desenvolver um plano tatico.
CENTRO HISTÓRICO LEIRIA