À consideração da cidade.
Numa época delicada e com graves debilidades presentes na nossa sociedade, onde predomina a insegurança social e as dificuldades de crescimento dos agentes económicos, estando nós empresários e comerciantes fortemente expostos a essa realidade, é necessário ideias novas e arrojadas para vencer este desafio que se apresenta à partida complexo, pelo que é necessário desenvolver uma estratégia urbana.
Assim o objectivo é dinamizar e desenvolver politicas que levem ao crescimento económico e social o concelho com uma postura de acção séria e de responsabilização de todos os actores.
E, é com esta vontade firme e decidida que me atrevo a dirigir a V. Ex as., para que em conjunto possamos fazer crescer Leiria e a ajudar a resolver os problemas quer dos empresários quer da própria cidade, porque sem esta união de cooperação, ambos estão condenados ao fracasso e à perca de identidade de uma região.
A minha linha de orientação é simples e assenta na solidariedade, entreajuda, lealdade e cumplicidade entre todas as instituições do concelho de Leiria.
Assim proponho a V. Ex as. As minhas ideias bases para ajudar Leiria e os seus empresários.
1 - Criação e desenvolvimento de mais zonas pedonais, ao encontro do projecto Eco-Leiria.
2 – Fecho de ruas ao trânsito no horário entre as 11h00 e as 08h00 do dia seguinte, nomeadamente a Rua Barão de Viamonte, sendo que o período da manhã seria para cargas e descargas regulamentadas.
3 – Criação e dinamização de zonas de laser no centro histórico, aproveitando o Mix ali existente, Arquivo Distrital, Biblioteca Municipal, Monumentos religiosos, casa do Eça Queiroz, Centro Cívico e museus (aproveitar e criar o Museu Eça Queiroz), aumentado assim o nº de visitantes e o aumento da duração da visita dos mesmos (time use).
4 – Regular o estacionamento e criar mais zonas de estacionamento para moradores, a criação de novos lugares de estacionamento para moradores no Terreiro e no Largo da Rua João de Deus (largo da antiga sede da UDLeiria) seriam dois locais a serem criados no imediato.
5 – Desenvolver politicas de reabilitação urbana entre a C.M. Leiria e os privados e divulgando junto da comunidade as políticas de incentivos entretanto criadas pela Jessica Holding Portugal.
6 – Juntamente com esta acção informativa, criar uma Bolsa de oportunidades entre os proprietários e os investidores para a reabilitação do edificado do CHLeiria, tendo como parceiro a C.M. Leiria para planear e ajustar os processos em conjunto, sendo que se evitava o desgaste burocrático e muitas vezes a falta de informação a que leva à desistência dos projectos ainda na fase embrionária. Criação de mecanismos de comunicação simples e rápidos entre a C.M. Leiria e os investidores, a criação de uma a Loja da Reabilitação do Centro Histórico seria mais uma ancora para o sucesso, sendo que a sua implementação na zona seria um sinal claro, não só da vontade e disponibilidade dos técnicos mas também da proximidade da autarquia com a realidade.
7 – Criação de um " cartão Comerciante " para ajudar o comerciante a desenvolver a sua actividade económica e a incentivar potenciais comerciantes a implementarem novas actividades no centro histórico, tendo como principio de base a regulação do espaço publico e a dinamização e responsabilização das normas de socialização.
8 – Criação de um protocolo de avença mensal entre os moradores e a C.M. Leiria para a utilização dos parques municipais (Mercado Santana e Fonte Quente), libertando assim os lugares de estacionamento disponíveis para os visitantes do CHLeiria. Estes parques seriam exclusivamente para os moradores do CHLeiria com o objectivo de retirar das ruas o estacionamento abusivo.
9 – Reestruturação da politica de estacionamento à superfície, sendo que a ½ hora deveria ter um preço muito competitivo e as seguintes taxadas com valores mais elevados, criando assim uma maior rotatividade no estacionamento. Ao mesmo tempo dar à explorar os lugares existentes na Av. Cidade de Marínga e Rua Mouzinho de Albuquerque (em frente ao supermercado Ulmar) e o parque de estacionamento entre o Centro Associativo e o Rio Lis. O total de lugares disponíveis para negociar é cerca de 550 lugares.
10 – Implementação da Loja do Cidadão no edifico do Turismo (visto que o governo central irá realizar a fusão deste organismo e a sua deslocalização para outra cidade). O local do actual edifício contempla todas as necessidades necessárias para o sucesso do projecto de candidatura, assim como o edifício tem as características ideais e seria a sua candidatura objecto unânime entre todos os actores políticos neste processo. A deslocalização de um posto de turismo de apoio à divulgação dos locais existentes em Leiria para o CHLeiria, nomeadamente para o centro Cívico ou em alternativa para antiga casa da sede das finanças localizada no terreiro ou numa acção de arrojo politico para a antiga farmácia Lino (local que se encontra à venda).
11 – Com a implementação deste espaço de apoio ao turismo no CHLeiria, criar um passaporte cultural em colaboração com os comerciante de Leiria, fundamental para potencializar o turismo interno e desenvolver uma cultura de paixão entre o cidadão e a sua cidade e os seus locais culturais e por outro lado fidelizar o cliente ao centro da cidade e ao seu comercio de proximidade, o comercio tradicional.
12 – Legalização dos espaços nocturnos e desenvolver uma aposta forte num nicho de mercado de qualidade na área da restauração no centro histórico e com esta aposta criar uma ementa gastronómica assim como a criação de um roteiro para divulgar a região alem fronteiras. A criação de uma frente ribeirinha junto à ponte Euro 2004, para a deslocalização da oferta nocturna que satisfaça as necessidades do universo académico existente na cidade, acção que irá permitir o crescimento económico dos empresários existentes no centro histórico, sendo essa zona nova para a deslocalização dos empresários existentes e não para a criação de novos empresários. Essa deslocalização resolveria o problema hoje existente no centro histórico de Leiria, nomeadamente o do ruído e a desordem pública que está a colocar em causa a sustentabilidade social da própria cidade e a falência dos empresários da restauração. Esta politica de deslocação será fundamental para o renascimento socioeconómico de Leiria.
13 – A aposta e implementação da medida anterior levará os investidores a apostar na requalificação dos edifícios habitacionais e irá potencializar o mercado do arrendamento a jovens casais tão necessário para o crescimento do equilíbrio e integração entre as diversas gerações leirienses que irão fazer do centro da cidade o seu ambiente residencial.
14 – Criação de uma dinâmica de eventos anuais de carácter nacional e integra-los com os já existentes, que tiveram a coragem de inovar, sendo que ambos deveriam ter como limite no imediato o conceito da nacionalização, não se limitando à fronteira da concelho, mas ter a génese de ir mais alem. Com esta acção de dinamização dos novos géneros culturais e bipolares geracionais, a inovação cultural seria interligada com os cultos histórico (ranchos, filarmónicas, coros, grupos de teatro amadores, etc.), aproveitando o mix existente na cidade de Leiria. Esse Mix cultural existente teria um lugar de destaque e permanente na vida cultural da cidade e a sua convivência seria potenciada pelo comércio numa lógica de cultura-económica sustentada pelos diversos agentes económicos do concelho.
15 – Aproveitamento do mercado universitário para dinamizar economicamente o CHLeiria, quer no arrendamento a jovens estudantes, quer na fidelização dos jovens ao comércio tradicional ali existente e de excelente qualidade.
16 – Identificação e aproveitamento de edifícios devolutos para dinamizar o StreetArte, pintura de fachadas por jovens artistas, embelezando e dando cor às ruas do CHLeiria e ao mesmo tempo fazendo dos edifícios um pólo de atracção turístico.
17 – Como o espaço urbano é o espelho da alma de quem o habita, propomos o rápido aproveitamento dos espaços verdes existentes no Rossio de Leiria (em frente ao Banco de Portugal), sendo que no caso de dificuldades financeiras da autarquia, deveria a mesma ter a dinâmica de " vender " os espaços verdes ali existentes a empresas que se responsabilizarão na recuperação dos mesmos, ou seja o naming do espaços (cedência/ venda do nome do espaço) seria cedido a empresas ou marcas do concelho. Aliás, esta politica poderia ser seguida também na zona das margens do rio Lis e rotundas para os espaços verdes, numa época onde a missão social das empresas começa a ser uma forma de diferenciação das mesmas na sociedade contemporânea.
18 – Criação e colocação de sinalética “ Centro Histórico Leiria “, “ Castelo de Leiria “, “ Mimo “ etc., com a participação das empresas do concelho de Leiria com a venda do naming, a ser colocado na placa com a sinalética, sendo estas uniformizadas.
19 – Criação de ilhas (1 lugar de estacionamento) para ser utilizado pelos comerciantes e clientes para cargas e descargas, com a duração máxima de 10m. Nas zonas: Av. Heróis de Angola, Marques de Pombal e no CHLeiria. A utilização dada pelos utilizador seria para recolha os bens adquiridos e não para os adquirir, depois de efectuadas as compras o cliente poderia utilizar essas ilhas para levantar na loja as suas compras, tendo como prova o talão de compra no caso de fiscalização por parte da PSP. A utilização destas ilhas pelos comerciantes seria para cargas e descargas também com a duração de 10m.
20 – Forte reforço da iluminação pública, quer através do melhoramento da rede pública quer na implementação de uma medida contemporânea com a utilização dos reclames luminosos para um complemento à iluminação publica, porque os mesmo além de identificarem os espaços comerciais oferecem luz grátis à via publica, a exemplo do que se faz nas grandes cidades anglo-saxónicas. Assim a proposta da flexibilização dos licenciamentos e um regulamento mais claro e acessível seria o caminho, sendo que deveria a câmara fiscalizar os existentes e promover a sua legalização e não a contra-ordenação numa primeira fase.
21- Com estas directrizes seria criada uma politica de rentabilização do reclame, que criaria um novo slogan “ Uma Luz um policia “ um conceito. O conceito do comércio identificado público seguro, cria também ele um grau de socialização elevado.
22 - Uma cidade com mobilidade é uma cidade com futuro e para isso será fundamental a mobilidade dentro da urbe, assim o lançamento de duas carreiras do Mobilis com um percurso curto, que permita o acesso aos locais estruturais da vida económica da cidade, finanças, câmara municipal, tribunais, segurança social, zona comercial da baixa, tendo como partida e chegada o parque de estacionamento do estádio municipal. Essas carreiras deveriam ter um baixo custo, para que o produto fosse vendável, logo rentável para a exploração. Esta medida irá permitir a deslocalização do público de forma rápida sendo que a linha do percurso a percorrer será a chamada linha de cintura interna.
A minha cumplicidade é ajudar/ propondo, não a critica ou imposição de vontades, defender os empresários é defender Leiria e tenho a firme convicção que é esse o caminho escolhido para o sucesso de Leiria, quer seja hoje ou num futuro próximo e convicto que as enormes dificuldades económicas que hoje a autarquia enfrenta assim como os empresários, só poderão ser vencidas com a vontade e criatividade de todos, porque todos somos poucos, mas a abertura da gestão ao conceito dos 4E mais o P de paixão será fundamental para uma gestão de sucesso e o afirmar de uma região que se deverá afirmar sempre pela positiva e com uma energia positiva.
Hoje, o futuro mais do que nunca exige a criatividade e um discurso positivo, analisar o passado, corrigindo o presente para obter um futuro positivo para todos está ao alcance somente dos que partilham a humildade da união e a vontade de fazer responsavelmente diferente.
Luís Ferreira