sexta-feira, 23 de março de 2012

O VAZIO DO CONHECIMENTO.

Não é sistemático, não obedece a um método cientifico, não é doutrina, mas assenta no bom senso popular. O vazio do conhecimento é hoje uma necessidade das sociedades contemporâneas sob pena de ficarmos reféns do vazio. Para podermos responder à nova glocalização com sucesso temos que visionar a cidade num horizonte de 10 a 20 anos num processo de partilha de ideias e ideologias sustentadas. O forum do PS ( e não pretendo partidarizar o tema ) foi na sua génese uma partida, sendo que não pode ser só, e repito, uma partilha fechada à ideologia politica, mas sim aberto à ideologia da sustentabilidade emocional das sociedades urbanas onde decorre o movimento associativo in loco. Pelo que vale a pena repetir pelos vários atores com responsabilidades na gestão/ associação/ educação da cidade.

Uma cidade é humana e transpira sentimentos e emoções, pelo que temos que conhecer o vazio humanus que nela habita e que sem ele, podemos colocar em causa a sustentabilidade equitativa e qualitativa do equilíbrio da urbe. Essa diatribe social leva à renuncia da pertença, pelo que importa conhecer o centrum - centro de terapia intensiva - para que assim se vença a inercia do passado.

O conhecimento do ego ( felicidade ), da pobreza, da educação, da politica, da justiça, do medo, da saúde mental e da identidade, permite saber quem somos e a quem pertencemos enquanto sociedade pro-ativa XXI.

O nosso desconhecimento em relação a estas questões é um indicador do estado confuso em que se encontra a nossa autoestrada do futuro. Falamos da crise sem a conhecermos, da cidade vazia sem sabermos o que é uma cidade alegre, ou seja, falamos do que não conhecemos convencidos que somos o dono do conhecimento.

" É sábio o homem que pôs em si tudo que leva à felicidade ou dela se aproxima"

É com esta frase sábia que se vence o vazio do conhecimento, temos que desenvolver uma cultura do saber para podermos vencer o próximo desafio - a educação como um requisito infraestrutural do conhecimento da economia da inovação. A inovação sem alternativa é a destruição criativa do novo capitalismo globalizado. Saber preencher o vazio do conhecimento com criatividade positiva e com identidade é pois uma forma de saber-saber para podermos atingir o saber-ser e planear o futuro da nova sociedade sustentável. Preencher esse vazio é urgente.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sábado, 17 de março de 2012

AS MEGA-TENDÊNCIAS

A mega-tendência é uma enorme alteração social, económica, politica, ambiental, financeira ou tecnológica que na fase inicial  não analisamos porque ela é invisível, se manifesta não se manifestando mas que se desenvolve, e como se desenvolve. Uma vez iniciada, vai afectando actividades, processos e percepção até que o que era passou a ser e se inicia uma dinâmica irreversível e se instala globalmente.

A inercia da cidade, geradora dessa mega-tendência global tem dois efeitos, um é a de um vírus com vida própria e que se impõe, por outro lado uma tendência só se substitui por outra tendência, o que cria um ciclo de substituição tendencialmente vitalício. Ou seja um ciclo de invasão-sucessão de uma realidade por outra, ricamente espaçada por vários anos ou mesmo décadas.

O estudo das mega-tendências tem-se verificado nas ultimas décadas nas cidades cosmopolitas devido sobretudo à aceleração do ritmo da globalização asiática e à severa causa efeito dos respectivos impactos na vida das pessoas, organizações e dos países ocidentais. Analisemos a velocidade da deslocalização das pessoas para percebermos a velocidade da evolução das mega-tendências e destes ciclos invasão-sucessão. Hoje essas mega-tendências afectam directamente a cidade de Leiria, numa espiral de contra-circulo negativa que alimenta a desertificação, o abandono e, dá razão e alimenta a crise europeia a uma velocidade de cruzeiro F1 eclipse.

Sinal dos novos tempos é o crescimento dos cogumelos chineses Tibicos ou Kefir, lojas de poucos recursos e instaladas em lugares periféricos, que se multiplicaram e se instalam hoje nos melhores locais na procura do sol ( publico ). Estes Tibicos ou Kefirs, aliviam, tiram a dor, mantêm a cabeça saudável, melhora o coração, reabilita a potência, males que afectam a sociedade leiriense e que viu crescer nestas lojas o remédio para a sua doença - a crise financeira e económica - tem cura com o crescimento dos cogumelos Tibicos ou Kefir e cura os nossos cidadãos desse mal, a falta de poder económico.

Essa nova mega-tendência não se combate, não se destrói, não se provoca mas sim,  alimenta-se com globalização e glocalização séria e dinâmica do tecido empresarial leiriense.Com estes dois antibióticos criamos anticorpos eficazes para criar a cidade do " nosso " futuro.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

sexta-feira, 16 de março de 2012

CASTELO QUE FUTURO?

O artigo de hoje ( 16.03.12)  do jornal " Região de Leiria " tenta encontrar uma solução mais acessível e fácil para chegarmos ao ex libris de Leiria, o castelo de Leiria. Contudo temos que ter em conta, primeiro os custos, segundo os meios e por ultimo e não menos importante a finalidade do monumento. Se a sua missão era defender o território, logo a sua localização num lugar de difícil acesso, hoje temos que repensar essa missão e planear uma estratégia para o seu futuro sendo que nela temos que juntar  dois ingredientes: história e o laser. Sem eles o castelo será só mais um monumento entre tantos que Leiria tem mal valorizados. Se o castelo tem a capacidade de atrair perto de 50 mil pessoas ano, o que dá uma média muito baixa por mês, logo, comercialmente o produto não é atractivo e terá que ser repensada a estratégia comercial a implementar para inverter essa tendência. E a estratégia deveria assentar em novas  tipologias de publico alvo, o da cidade/ concelho, o turista nacional e por fim e numa fase posterior, o turista estrangeiro. Se não conseguirmos atrair o Leiriense ao castelo, como pretendemos sugerir/ convidar que outros o visitem?.

Temos que rever a missão do edifício, se no inicio era a defensa do território, hoje ela terá que ser a de complementar a qualidade de vida do leiriense. A minha aposta é no convívio social e na divulgação da cidade intelectual, como a nova missão.

O convívio social. Hoje mais do que nunca vivemos numa sociedade individualista, onde se destaca o individuo isolado, deprimido e revoltado socialmente, assim é necessário oferecer locais de convívio preexistencialistas, onde o uno se sinta parte do todo, e que faz parte da cidade urbana  e não é mais um na cidade dos preconceitos. A criação de um lugar de laser/ convívio nomeadamente um café-concerto, tendo agregado uma biblioteca de forma a captar um publico activo e diversificado, com destaque para todos aqueles que gostam de sentir e ver a sua cidade com o conceito/efeito - see the city with new eyes.  Juntar um horário que seja ajustado às necessidades do publico e não um horário de " funcionário publico ", pois o mesmo não serve os interesses da cidade e esta , a cidade,  não pode ser refém do horário . Para complementar esse espaço de laser, uns acessos interiores dignos de algum conforto e segurança, a exemplo do que já existe em outros monumentos, escadas em madeira, jardins ( na europa optaram por relva artificial, evitando os arqueólogos ), casas de banho modernas, etc.


Cidade intelectual, se a ideia é potencializar o castelo, ele servirá como moeda de troca nesse objectivo. A história só tem interesse se existir futuro, dito isto, será importante numa lógica bipartida de receber o que se dá. O que proponho é que o espaço seja dinamizado de forma permanente e planeada, como local de e onde, se possa divulgar toda a história que se vai escrevendo no dia a dia dos Leirienses e dos que habitam a cidade em part-time, os poetas, os músicos, os pintores, os escritores, os críticos, etc, etc, etc. A sala de espectáculos sobe uns degraus e fica disponível para todos, de uma forma partilhada e onde a coexistência de culturas seja efectuada interdisciplinarmente sem disciplina. Um conceito de um Centro Cultura Medieval permanente e com transmissão  intergeracional da cultura permanentemente activa.


Um local do futuro não precisa de meios para ter futuro, os meios servem os fins. Só vamos onde pretendemos ir e, se queremos ir à lua não é necessário uma escada, mas sim um sonho/ objectivo. Criamos o objectivo e temos o sonho/ teleférico.


CENTRO HISTÓRICO LEIRIA.

quarta-feira, 14 de março de 2012

PLANO CEGO DA VISÃO

A experiência de participar no desenho e na condução estratégica de uma cidade inovadora é um desafio alucinante e extrapolar. Esse desafio está somente ao alcance de quem vê um ecossistema bipolar. As cidades de sucesso à escala internacional têm níveis de competitividade nos seus territórios urbanos, o talento, a inovação, a conectividade e o autentico são áreas dimensionais de sucesso, que importa importar para Leiria.Verifico que a nossa cidade necessita interpretar os novos desafios e produzir visões, estratégias e lideranças que resulte numa capacidade real de atrair residentes, estudantes, turistas, talentos, empresas, eventos, instituições e capital. A esta caldeirada de fatos dinamizadores teremos que juntar sem prejuízo da importância, a qualidade dos espaços públicos requalificado e adaptado às novas exigências dos atores urbanos. A nova realidade da cidade do futuro é um espaço multi-dimensional de elevada qualidade, onde acontece muito e depressa, quer na procura quer na oferta. Essa será a cidade que criará problemas mas também as soluções. A certeza da concentração de capitais humanos fruto das escolas superiores existentes, criando um nicho social mais elevado, democrático, cultural, ambiental, tecnológico e financeiramente mais forte dá à cidade a responsabilidade de ser a chave da liberdade e não da libertinagem. Esta é a solução - um conceito na base da competitividade inovadora e sustentável. Três leituras, três caminhos, as tendências integradas, os desafios contíguos ou subjacentes e a construção do conceito de cidade XXI.
Continua....

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA.

terça-feira, 13 de março de 2012

A alternativa à cidade é uma cidade melhor

A única alternativa à cidade é uma cidade melhor. Este é o caminho para Leiria e que citando um discurso de Barack Obama na conferência de Mayors em 2008, ".... precisamos de parar de ver as nossas cidades como um problema e começar a vê-las como a solução. Cidades fortes são os blocos de construção de regiões fortes e regiões fortes são essenciais para uma América forte."
Leiria de uma forma ou de outra é o catalisador do crescimento e da evolução da região, mas face a um globo em mutação, nas suas dinâmicas sociais, económicas e ambientais, não existe espaço para a passividade. O futuro de Leiria está na proactividade e na interactividade. Leiria tem que ter um desígnio de cidade tangível.
Neste novo contexto insere-se o Centro Cívico que em breve será inaugurado no centro histórico. O bloco terá que servir para construir uma cidade melhor e uma sociedade menos desigual. Teremos que ser o arquitecto do futuro com a visão para lá do muro.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA 

Reconhecimento público

Sempre que percorremos o caminho certo, o reconhecimento é dado sem que para isso seja necessário deixar de ser assertivo, quer na forma quer no conteúdo.



CENTRO HISTÓRICO LEIRIA