terça-feira, 24 de abril de 2012

UMA BOA IDEIA DÁ LUGAR A NOVAS BOAS IDEIAS

A nova proposta da C.M.Leiria ao taxar os lugares livres em Leiria nas zonas residências é de aplaudir e até, porque assim, coloca ordem no estacionamento. Agora a criação de lugares pagos na zona norte da cidade ( zona do Maringá ) é tambem uma forma de criar a equidade necessária entre as 2 zonas comerciais, a  norte ( maringá e Av. Herois de Angola ) e a sul ( zona histórica e av. adjacentes ).  Contudo esta medida deverá ser acompanhada da proposta apresentada no Conselho de Mobilidade e Trânsito, a criação da linha Azul, uma rede interna do Mobilis com carateristicas de mobilidade adequadas às necessidades dos utentes e visitantes da zona central da cidade. Acompanhada de mais alternativas quer para os próprios residentes quer para os trabalhadores do comercio e serviços ali existentes. Esta linha a custos reduzindos irá permitir não só a criação de lugares de estacionamento para os visitantes, logo potencializar o comércio tradicional, como criar uma cidade mais limpa e amiga do cidadão. O Leiriashopping continua a ser uma desculpa que serve que nem uma luva aos comerciantes sem visão, pois tudo o que acontece, ou não, é culpa do Shopping. A falta de publico não será a consequência de politicas erradas dos comerciantes e da falta de adaptação que estes teimam em continuar a não querer ver?. Será que os horários estão adaptados às novas exigências? ao novo estilo de vida? Será que o seu negócio não deverá ser reciclado?. A culpa não pode morrer solteira, a falta de sucesso dos n/ negócios é da nossa responsabilidade e não da responsabilidade de quem tem mais visão estratégica, neste caso o LeiriaShopping. Cada um deve assumir a sua responsabilidade

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A GLOCALIZAÇÃO É URGENTE

As experiências realizadas em outras cidades vêem provar que o que defendo é o mais racional e emocional para uma convivência assertiva e bi-partidária de duas formas de estar. Esta nova  mega-tendência existente em Leiria tem que ter o seu espaço sem que o mesmo choque com o tradicional descanso dos residentes do Centro Histórico da cidade. Analisem o que se está a passar no Cais de Sodre-  Lisboa e se o que podia ser uma mais valia para a cidade está a tornar-se num inferno, quer para quem visita quer para quem é visitado.

ver noticia em anexo:

Hoje queixa-se de não conseguir dormir, dos gritos, das "corridas de caixotes do lixo a meio da noite", dos graffiti, dos carros vandalizados, do lixo e do mau cheiro nas manhãs de fim-de-semana. "Já tive de saltar por cima de um carro para entrar em casa, ao sábado e ao domingo de manhã não posso abrir a janela, que fico com a casa a cheirar mal."

Desde o final do ano passado que o Cais do Sodré não é o mesmo. Em Setembro, após obras no edifício, reabriram os emblemáticos Tokyo, Jamaica e Europa. Em Novembro, surgiram três novos espaços: a Pensão Amor, o Povo e a Velha Senhora. Por essa altura também, a Rua Nova do Carvalho foi fechada ao trânsito e pintada de cor-de-rosa. Há mais gente na rua. O Cais do Sodré ganhou uma nova vida. Para os moradores, foi o início de um pesadelo.

"O Cais do Sodré tinha má reputação, mas para quem morava cá era mais seguro", diz Dani Simeray, um belga que escolheu esta zona para viver. "Isto é esquizofrénico", resume. "Em vez de estarem a resolver os problemas pelas causas estão a ir às consequências", critica, referindo-se à actuação da câmara. A freguesia tem perdido moradores. De acordo com os Censos, em 2011 viviam 2728 pessoas em São Paulo, menos do que os 3521 habitantes registados dez anos antes. "É impossível continuarmos a viver aqui assim", conclui António Figueiredo. "Mas agora vendo o andar a quem, nestas circunstâncias?"

Juntou-se a outros moradores. Formaram um grupo de trabalho, o Nós Lisboetas, e prometem não baixar os braços. Em http:/www.flickr.com/photos/maiscais/ vão construindo um arquivo fotográfico com o que se passa no Cais do Sodré. Já se queixaram e tiveram uma reunião com o vereador José Sá Fernandes - que prometeu mais fiscalização de horários - e vão apresentar uma reclamação sobre os horários dos bares ao provedor de Justiça, que por duas vezes já se pronunciou sobre questões semelhantes no Bairro Alto.

"Policiamento insuficiente"

A PSP não revela números das queixas e das ocorrências registadas nos últimos meses. E não diz quantos agentes fazem o policiamento da zona. Segundo Pedro Vieira, proprietário do Europa e presidente da Associação Cais Sodré, que junta os comerciantes, "o policiamento sempre foi insuficiente" e só não é ainda mais porque há polícias gratificados pelos bares, desde Setembro. A autarquia não respondeu às perguntas enviadas pelo PÚBLICO.

Porém, o presidente da Junta de Freguesia de São Paulo, Fernando Pereira Duarte, reconhece que há queixas, como, garante, sempre houve. Mas fala em "outro tipo de queixas", relacionadas não com a rua onde está a maior parte dos bares mas com a envolvente. Mas nem todos estão descontentes. Miguel Brito Gonçalves, dono da Taberna Tosca, na Praça de São Paulo, que também já foi morador, diz que, graças ao esforço dos comerciantes, "já não é nenhuma vergonha frequentar o Cais do Sodré à noite" e que a zona está "muito mais segura".

O mesmo não pode dizer Maria, prostituta. Há oito anos que conhece o Cais do Sodré e nunca gostou tão pouco dele. Já não fica até às horas que se deixava ficar antigamente. Vai para casa à meia-noite. Depois disso aparecem "uns miúdos, que já não têm respeito pelas mulheres" como tinham os homens que antes frequentavam a zona.

A Associação Cais Sodré reuniu-se, há uma semana, com o presidente da junta, para encontrar formas de convivência saudável entre a noite e o dia no Cais do Sodré. "Estamos a devolver à cidade esta zona, que era um bocadinho pesada nalguns aspectos", diz Pedro Vieira. "O nosso objectivo é levar isto a bom porto e fazer com que as coisas funcionem bem, respeitando todas as partes, incluindo os moradores."
O problema da limpeza e a venda de garrafas para a rua são as questões mais urgentes, adiantou Pedro Vieira no final da reunião. "Já pedi ao presidente da câmara para alargar o despacho [que limita os horários das lojas que vendem bebidas alcoólicas em garrafas de vidro] para o Bairro Alto ao Cais do Sodré", conta Fernando Pereira Duarte. As mercearias e lojas de conveniência têm-se multiplicado agora que o Bairro Alto deixou de servir para aquele negócio. Uma moradora deixa um aviso: "Os moradores do Cais do Sodré vão fazer o mesmo caminho que os do Bairro Alto

A deslocalização dos bares é pois o caminho que serve aos dois lados. Uma zona de bares na zona do estádio seria o local ideal para a solução certa. E a reconversão dos bares no centro da cidade em locais com a capacidade de atrair um outro publico seria uma forma de na mesma cidade termos o melhor de 2 mundos. A irreverência e a qualidade não convivem bem.

CENTRO HISTÓRICO LEIRIA