terça-feira, 28 de maio de 2013

Um lugar mágico.

No centro de Leiria existe um lugar chamado Centro Histórico e no qual os seus habitantes convivem e falam todas as línguas do mundo, sendo a mais falada a língua da amizade.

 O convite para os leirienses visitarem o lugar mágico resultou de uma vontade de ferro de dois parceiros que insistem em não deixar de redescobrir diariamente esse lugar. O coração da cidade está vivo e apresenta-se aos Leirienses.

A Eco-Associação Cultural e a VDesign convidam todos os Leirienses a visitarem o Centro Histórico no dia 08 de junho.

domingo, 26 de maio de 2013

O caçador que espanta a caça.


Ontem, o comércio tradicional fez o papel do caçador que espanta a caça (clientes) com a estratégia da espingarda de fumo. A incumbência das instituições é defender os seus associados e os seus interesses. Infelizmente não foi o caso de ontem, recuso a utilização do nome da iniciativa por respeito aos comerciantes pois este estão sempre On, o que na realidade se verificou foi uma panóplia de ações desconcertadas dos interesses comerciais. O objetivo do comerciante é vender não entreter. Ontem vimos pessoas na rua com maior concentração nas zonas onde existia animação mas, infelizmente com as lojas vazias. Foi constrangedor ver o interior das lojas vazias com os seus funcionários a ver passar a(s) banda(s). O caçador espantou a caça e no fim queria ter carne para o banquete, cada tiro cada melro. As lojas foram as armadinhas mas quem ficou armadilhado com a estratégia foi o comércio tradicional que deu tiros com uma espingarda de fumo. Um caçador inteligente atrai as presas para a sua objetiva e tem que ser esse o objetivo do comerciante, fazer entrar os potenciais clientes na sua loja e não concentra-los na rua. Esse será a plano para o sucesso. Têm que rever o plano, com estes não fazem crescer o comércio tradicional somente o enfraquecem e o dividem. Afinal foi só fumo, o comércio tradicional não merece morrer.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Resposta à pergunta da semana – Jornal Região de Leiria – 23 maio 2013.


Resposta à pergunta da semana – Jornal Região de Leiria – 23 maio 2013.

Concorda com a possibilidade de encerrar ao trânsito o troço da avenida Heróis de Angola entre o Teatro José Lúcio da Silva e o Centro Comercial Maringá?

- Não. Porque a cidade precisa de ser restruturada e não é com medidas avulsas que se consegue desenvolver ou incentivar o comércio Tradicional. É necessário que exista uma politica concertada entre o município e os comerciantes de forma a que esta reabilitação permita o crescimento do setor em discussão.

Encerrar uma corrente significa acabar com a maré.


No comércio encerrar uma parte da vida significa acabar com a esperança de sobreviver. E mais grave é quando são os comerciantes, que somente pensam no seu umbigo e na sua ganancia, que matam com a esperança deles e dos colegas. Não basta dizerem-se solidários e cooperativos e de imediato apresentarem ideias só a pensar em si, isso é deslealdade social. Ora, o comércio da cidade é um todo indivisível pertença de uma comunidade contemporânea e se as medidas que se tomam não são planeadas nem sustentadas para toda uma comunidade, a cidade morre. A proposta para a Av. Heróis de Angola, em Leiria, mais não é que um suspiro mortífero de quem está a morrer mas julga que suspirando engana a morte. Não se deve convocar o “fim” com açúcar envinagrado, o que se deve fazer é visionar e patrocinar um futuro coletivo, porque só o coletivo tem a capacidade de combater de forma séria as crises, sejam elas económicas, financeiras ou sociais. As dificuldades de uns são as dores de “parto” de outros, só com um ambiente socioeconómico coletivo se pode vencer. Não queiram ter uma morte prematura. O primeiro cliente da cidade é o seu morador, e é nessa batalha que se tem que cavalgar. A palavra-chave é REABILITAR A CIDADE. Pensar com o umbigo não nos permite ver o órgão produtivo da vida económica da “nossa” cidade. Só falta agora pedirem a PONTE.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

No coração da cidade - Centro Histórico de Leiria

Centro Histórico de Leiria
8 de Junho 2013
14h - 20h

O coração de Leiria continua a bater forte. No centro da cidade. No Centro Histórico.
...
Para celebrar a diversidade e relembrar a vitalidade de um dos espaços mais emblemáticos de Leiria, a ecO - Associação Cultural, em parceria com os comerciantes do Centro Histórico e com o apoio da Câmara Municipal de Leiria promove uma mostra cultural e urbana.

Durante a tarde do dia 8 de Junho, das 14h às 20h, o trânsito automóvel estará interdito no Centro Histórico e as ruas cheias de outra vida que não a do quotidiano. Esplanadas na rua, artesanato, gastronomia e doçaria, atividades culturais: passeios fotográficos, dança, exposição de fotografia, desfile de moda, pintura..

Queremos que venhas connosco tomar o Centro Histórico!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

HABITAÇÕES A CUSTOS CONTROLADOS ( HCC)

As Habitações a Custos Controlados (HCC) são construídas ou adquiridas com o apoio financeiro do Estado, que concede benefícios fiscais e financeiros para a sua promoção, e destinam-se a habitação própria e permanente dos adquirentes, ou a arrendamento.

A concessão destes apoios tem como pressuposto a construção de qualidade, e que obedeçam aos limites de área bruta, custos de construção e preço de venda fixados na Portaria 500/97, de 21 de Julho.

Podem promover habitações de custos controlados:

• Câmaras Municipais;
• Instituições Particulares de Solidariedade Social;
• Cooperativas de Habitação
• Empresas Privadas 

Os promotores de habitação a custos controlados têm acesso a diversas linhas especiais de crédito, que abrangem as várias vertentes do circuito da promoção habitacional, desde a aquisição e infra-estrutura de solos, à construção dos empreendimentos e do equipamento social.

Os montantes máximos do financiamento podem atingir os 80% do valor de venda das habitações, com uma taxa de juro bonificado até 1/3 da taxa de referência para o cálculo das bonificações, ou taxa contratual se esta for menor. 

Estatuto Fiscal Cooperativo

Permite a construção de empreendimentos por Cooperativas que respeitem os parâmetros de Habitação a Custos Controlados majorados em 20%.

As empreitadas relativas à construção de habitações no âmbito do Estatuto Fiscal Cooperativo beneficiam da aplicação da taxa reduzida do IVA de 5%.
A Lei n.º 85/98, de 16 de Dezembro, aprova o Estatuto Fiscal Cooperativo. 

Financiamento a Municípios e IPSS

O montante dos empréstimos é fixado pelas instituições financeiras, não podendo ser superior a 100% do custo das obras a realizar e dos encargos indirectos (podendo aquele incluir as infra-estruturas que não se encontrem implantadas) e a 85% do valor de avaliação, nos casos de aquisição.
Os fogos construídos no âmbito destes financiamentos destinam-se a arrendamento ou venda. 
 
Construção de Habitação a Custos Controlados para venda 




Construção ou Aquisição de Habitação a Custos Controlados para Arrendamento 



Equipamentos Social, Espaços Comerciais e Partes Acessórias dos Fogos (garagens e arrecadações) 




Parâmetros de área e custos de construção, valores máximo de venda e conceitos que devem obedecer as habitações de custos controlados

 


             

 

 

 

Apoios fiscais para reabilitação urbana.

Habitação e Reabilitação Urbana 

Apoios fiscais

• Isenção de IMT na aquisição de terrenos para construção de Habitação de Custos Controlados;
• Taxa reduzida de IVA nas empreitadas de construção de Habitação de Custos Controlados e na realização de obras de reabilitação com apoio do Estado;
• IRS – dedução à colecta de 30% dos encargos suportados pelo proprietário relacionados com a reabilitação, até ao limite €500
• MAIS VALIAS – tributação à taxa reduzida de 5%, quando estas sejam inteiramente decorrentes da alienação de imóveis reabilitados em ARU
• RENDIMENTOS PREDIAIS – tributação à taxa reduzida 5% após a realização das obras de recuperação
• IMI – isenção por um período de 5 anos, o qual pode ser prorrogado por mais 5 anos
• IMT – isenção na 1ª transmissão de imóvel reabilitado em ARU, destinado exclusivamente a habitação própria e permanente.
• Estatuto dos Benefícios Fiscais – art.º 71.

Area Reabilitação Urbana de Leiria

ARU do Centro Histórico de Leiria
 
  Leiria_ARU-CentroHistórico_Foto1 Leiria_ARU-CentroHistórico_Foto2 Leiria_ARU-CentroHistórico_Foto3   Leiria_ARU-CentroHistórico_Planta
 
A Área de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Leria corresponde, integralmente, à delimitação da Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística da Cidade de Leiria. A operação de reabilitação para a zona tem como objetivos específicos: a promoção das relações espaciais e melhoria das condições de mobilidade; a criação e valorização de espaços públicos; a reabilitação do parque edificado com valorização dos elementos notáveis; a criação de âncoras funcionais e a promoção do centro histórico.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Porque se foge de Leiria.


A notícia do encerramento da estação dos CTT Santana só surpreendeu quem não conhece a realidade económica de Leiria.

A economia de Leiria era e é uma economia débil e com muitas fragilidades, que se vieram sufragar com esta crise. Leiria vive uma economia do faz de conta, sem suporte próprio, muito dependente da malha urbana dos concelhos vizinhos, logo híper dependente.

A economia geracional afinal ainda conta. Vivemos numa nova era, que se regula por lucros austeros. A situação económica dos CTT Santana apresenta um défice de 38,8% nas receitas comparativamente a 2007, logo insustentável para a manter aberta. Se os CTT perderam 40% de receitas, num setor sem concorrência, que percentagem terá perdido a economia urbana?

Esta situação só me vem dar razão, há cerca de 5 anos que defendo que o primeiro cliente da cidade é o seu habitante, o exemplo da quebra de receitas dos CTT, negocio baseado na oferta de serviços à população, assiste na perfeição a minha tese. Sem residentes uma cidade não tem clientes, logo não tem negócios. A minha aposta nas políticas estruturais serviriam de tálamo à economia real.