sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Centro Histórico uma segunda vida da cidade


Centro Histórico uma segunda vida da cidade

A cidade velha, a sua centralidade e o reconhecimento que tem junto do publico, oferece uma segunda oportunidade à cidade.
Quanto mais rápidas e visíveis forem as mudanças mais reais se tornam os efeitos na urbanização, e a comunidade se move para multiplicar as açoes citadinas de partilha e assim reduzir o efeito de perca. Esse movimento de união reconquista espaço na  imaginação do passado glorioso e cria uma nova linguagem, a metalinguagem do património histórico. A perca do espaço publico comum é galopante e a histeria patrimonial acaba por ser um perfeito alibi para autarquias que, mostrando estar preocupados se encontram noutro local mais visível e a sua paternidade politica não tem julgamento.
A consciência patrimonial do centro histórico revela que o espaço urbano antigo é um reflexo do nosso presente  e o nosso futuro tem ali as raízes para o nosso desenvolvimento sustentado. O estado de perca que hoje se sente é um luto de difícil regeneração e condiciona a consciência da mudança, contudo se ultrapassado poderá conduzir e arrastar para a reabilitação patrimonial, que se processarará fortemente identitário socialmente. Essa assimilação coletiva da mudança só será efetiva se liderada pela consciência politica daqueles que a lei impõe como líder comunitário. Essa liderança quando efetiva reconquista para a cidade uma nova vaga de oportunidades, que assim vivamente, criam uma nova vida.     
Essa segunda vida é sustentada pelo centro histórico e a sua reanimação estética formaliza uma nova onda criativa que criará na cidade uma nova oportunidade, uma segunda vida.