quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O mercado turistico urbano de laser

Com a estetização do turismo urbano que se iniciou no fim do sec. passado, as cidades são hoje um dos 4 destinos das massas em turismo.

As cidades passaram a ser um destino preferido para estadias de curta duração ( menos de 4 dias), concentrando 50% da procura. Hoje o fenómeno do turismo urbano é uma das mais importantes receitas para as economias locais e será num futuro próximo o grande pilar de desenvolvimento social a par da industrialização das novas tecnologias.

Com esta nova vaga pretende-se valorizar o património cultural,  histórico e o patrimonial. Essa valorização só se  torna efetiva se existirem visíveis cenografias que estimulem a atividade sensorial dos turistas. O fascínio temporal dos espaços públicos, dos monumentos e da arquitetura são complementado com a capacidade que a industria turística tiver de potencializar a qualidade de vida e o laser da cidade contemporânea.

A reactivação dos usos e costumes são assim uma forma de promover o patrimonio cultural e social que se pretende comercializar, esse processo é a invenção ou reinvenção de tradições, folclorização das praticas urbanas e a valorização e culturização de locais ou dos centros históricos e adaptação dos espaços culturais. A encenação da vida quotidiana dos individuos serve para a venda desse produto conseguindo-se assim uma intensiva participação do iindivudual em beneficio do coletivo no processo  da comercialização turística. Essa participação resulta no melhoramentos  das fachadas, no ordenamento do território e na envolvência social das massas nesse projeto. O centro histórico é visto como um espaço cultural de excelência e numa experiênca ativa permanente de divulgar a vida passada e presente da sociedade contemporanêa. As politicas urbanas dos "centros históricos" visam potencializar não só o edificado mas tambem a automação cultural coletiva e a recuperação das tradiçoes  e a sua celebração.

A publicidade cria um novo lexico e a iconografia de natureza publicitária lança a cidade numa rota de encenações permanentes.

Tudo pode ser "patrimonio" desde que se saiba o que se pretende vender.